Wednesday, January 10, 2018

FAZER LITERATURA NO BRASIL NÃO É BOM NEGÓCIO
O catarinense Cristóvão Tezza, quando indagado,anos atrás, por que continuava ainda lecionando e não se dedicava exclusivamente às letras – já que ganhou tantos prêmios literários nos últimos anos – afirmou uma coisa que nós, que somos do ramo, sabemos de sobejo, mas que o leigo desconhece. Ou seja, que no Brasil “talvez” (e note bem, “talvez” apenas) existam, no máximo, quatro escritores (e olhem lá!) que podem viver apenas de literatura. Eu por exemplo só conheço um nessas condições: Paulo Coelho. Os demais... E olhem que Tezza tem tudo para ser um desses quatro. Pelo que afirmou, todavia, não é. Com uma dezena e meia de livros publicados, já conquistou diversos prêmios, entre os quais um da Academia Brasileira de Letras e o Jabuti de 2008 de Melhor Romance, com “O filho eterno” (esta obra também lhe valeu, no mesmo ano, os prêmios da Portugal Telecom e da revista “Bravo!”). Portanto, quando afirmo que fazer literatura no Brasil não é bom negócio (nem financeiro e sequer de prestígio), não estou choramingando, como alguns me acusam. Limito-me a ser realista e nada mais.

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CITAÇÃO DO DIA:
A doença do amor 

O amor é sempre uma doença, mas se é correspondido pode seguir seu curso e até extinguir seu fogo; se é frustrado, permanece dentro da pessoa para sempre, envenenando o espírito.

(Piers Paul Read, livro "O Oportunista")

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