Sunday, December 17, 2017

Por que escrever?

Pedro J. Bondaczuk

Vezes sem conta inúmeras pessoas me fizeram uma mesma e recorrente pergunta (que, ademais, fiz a mim mesmo “n” vezes) e concluo que essa questão específica comporta uma infinidade de respostas, algumas convincentes e outras nem tanto que, lembro, já dei em várias ocasiões e que ouvi e li de terceiros. E qual é este questionamento tão insistente, a respeito do qual já redigi considerável quantidade de textos, que pressupõe a definição de um objetivo? É “por que” escrever? Observe-se que se trata de pergunta que suscita, automaticamente, algumas outras, complementares, tais como: o que escrever? Quando? Como? E para quem?

Anne Frank – a frágil e esperta garotinha judia que redigiu um diário relatando o drama de seu confinamento, durante a Segunda Guerra Mundial, afirmou, antes dela e de sua família serem capturadas por soldados nazistas e encaminhadas a um campo de concentração onde a menininha sensível e observadora acabou executada – disse que escrevia para “não se asfixiar completamente”. Fazia-o, portanto, como um desabafo. Nunca lhe passou pela cabeça que seu diário de adolescente viria a se constituir em preciosa peça literária.

Já para a contista neozelandesa Katherine Mansfield (pseudônimo de Kathleen Mansfield Beauchamp), que inscreveu seu nome na literatura de ficção nas primeiras décadas do século XX, uma das várias razões que a levavam a escrever era para “declarar seu amor”, pressupondo, pois, que tinha alguns outros motivos que, todavia, não declinou quais eram. Outros escritores, se não explicaram o “por quê”, revelaram o que colocar em texto, além de como e quando, entre outros.

Mariano José Pereira da Fonseca, mais conhecido por seu título nobiliárquico de Marquês de Maricá, por exemplo, garantiu que escrevia porque era “mais seguro” escrever do que falar. E justificou: “Falando, improvisamos, mas para escrever refletimos”. Convenhamos, a improvisação é o caminho mais curto para o erro e para cometermos contundentes disparates verbais, que nos expõem ao ridículo, por falta de reflexão. É certo que nem todo redator reflete (mas deveria) antes de produzir seus textos. Mas… O artista plástico Wesley D’Amico, criador da menor bandeira brasileira que há, concordou, por sua vez, com o Marquês de Maricá, mas apenas em parte. Tanto que recomendou: “Não escreva tudo que pensa, mas pense antes de escrever tudo que acredita ser bom para ler”. Não deixa de ser um conselho sensato, não é mesmo?

Já a motivação de Clarice Lispector é um tanto parecida com a minha, posto que eu sou um tantinho mais vaidoso do que ela. A escritora ucraniana, mais brasileira contudo do que muita gente que nasceu neste País, confidenciou em um de seus livros (não me recordo qual): “Escrevo para mim, para que eu sinta a minha alma falando e cantando, às vezes chorando”. Pois é. No meu caso, também sou o “meu leitor preferencial”, embora pretenda que não seja o único, mas um de milhões, de bilhões, o tanto quanto for possível.

Poderia citar centenas de outros escritores que abordaram, de uma maneira ou de outra, o tema, mas não o farei, até por causa da limitação de espaço. Mas de todos os que pesquisei, para fundamentar estas reflexões, destaco o que Fernando Pessoa declarou a propósito. O genial escritor dos heterônimos assim se manifestou a respeito: “Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana

Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso”. Genial, não é mesmo?!

E você, amigo leitor, que volta e meia ensaia seus textos, em prosa e verso, de ficção e não ficção, por que escreve? Como o faz? Quando os redige? O que coloca no papel ou na telinha do computador? A quem destinha sua produção? Como você vê, devolvo-lhe a pergunta que me fez (ou que, se não fez, pretendeu fazer). É certo que este meu bla-bla-blá não vai fazer a cotação do dólar baixar. Mas, convenhamos, não deixa de ser um tema oportuno para reflexão. Ou não?!!!



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Saturday, December 16, 2017

PROFESSORES OU NÃO, SOMOS “EDUCADORES POTENCIAIS”

O pensador japonês Daisaku Ikeda constatou: “Quando uma pessoa é sincera na consideração pelos outros, mesmo nos assuntos mais banais, então poderá provocar uma modificação completa no mundo que a cerca”. Isto é, salvo raríssimas exceções, o máximo que podemos fazer. Façamo-lo, no entanto, com constância, diligência e competência. E, sobretudo, com sinceridade. Não abramos mão do nosso potencial de educadores! Busquemos nos informar a propósito, melhorar nossos conhecimentos a respeito e, sobretudo, agir. Temos um papel a exercer no processo educativo das novas gerações e não podemos abrir mão dele. Professores ou não, somos educadores potenciais. Se a educação é essencial no desenvolvimento de uma sociedade – e todos sabemos que de fato é – é nosso dever contribuir para que ele se concretize e da forma mais perfeita possível. Pense nisso!


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Reforma política


Pedro J. Bondaczuk


A propaganda eleitoral pelo rádio e televisão, com vistas ao segundo turno das eleições municipais de 15 de novembro próximo, recomeçou e os ouvintes e telespectadores esperam que tenha um pouquinho mais de qualidade do que a que foi apresentada na primeira fase da campanha.

Ninguém mais suporta o culto à personalidade e o desfile de chavões e slogans, despidos de qualquer mensagem autenticamente política, em que esse horário, execrado pela maioria absoluta da população, se transformou.

É contestável se esse tipo de apresentação tem algum efeito real na formação da opinião do eleitorado. Falta um estudo a respeito, embora pesquisas informais revelem que a maioria sequer assiste a tais programas, os trocando pelo aluguel de vídeos ou por outro tipo de lazer que substitui esse espaço de tempo indevidamente ocupado no rádio e na TV. E os que os assistem, não conseguem levar a sério o que ali se diz ou se mostra.

A crítica não se destina, evidentemente, às agências de publicidade que os produzem. Estas até que fazem milagres para "vender seu produto", no caso a imagem dos políticos. Estes é que na maioria das vezes não têm ideologia, programa ou alguma ideia minimamente criativa para solucionar os problemas da comunidade a que se propõem a administrar.

Aliás, há muito que o País requer uma reforma nessa atividade nobre, mas que entre nós se tornou sinônimo de oportunismo e falsa esperteza. Não se pode generalizar, é evidente. Mas a maioria é assim. Os poucos bons políticos acabam pagando pelos maus. É preciso, sobretudo, valorizar os partidos, mas que sejam autênticos e não essa confusão de siglas, que salvo raras exceções, pouco ou nada significam.

É indispensável a instituição do voto distrital, para que o eleitor se identifique com as pessoas que elege e tenha condições de cobrar serviço delas. É necessária uma ampla e bem planejada reforma política, que deveria preceder as demais que estão em andamento no Congresso (previdenciária, administrativa, fiscal, etc).

A fidelidade partidária tem que ser restituída com urgência. Os partidos precisam de regras fixas que normatizem seu funcionamento e até mesmo sua existência. Ou seja, os que não obtiverem 5% de votos em eleições de âmbito nacional devem ser automaticamente extintos, por falta de representatividade, como ocorre na maioria dos países de Primeiro Mundo.

A crise brasileira, em decorrência de 37 anos de ditadura neste século (15 anos com Getúlio Vargas e 22 anos com os militares) é, na verdade, política. Daí o desinteresse da população em relação à escolha de seus representantes e administradores, seja qual for a instância (municipal, estadual ou federal). É esta a reforma que as pessoas esclarecidas podem e devem cobrar em primeiro lugar, por ser hoje inadiável.

(Artigo escrito em 27 de outubro de 1996)


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Culto da velocidade

Pedro J. Bondaczuk


A velocidade é um dos paradigmas do nosso tempo. Tudo tem que ser mais veloz: os veículos, os computadores, o raciocínio e as reações humanas etc.etc.etc. Há pouco tempo, por exemplo, julgava-se impossível que algum atleta rompesse a barreira dos dez segundos para a distância dos 100 metros rasos. Hoje, essa marca já é coisa do passado e, no andar da carruagem, até a metade deste século, a dos nove segundos também ficará para trás.

O mesmo ocorre para outras distâncias, em que recordes são batidos, sucessivamente, de uma competição para outra. Situação igual se verifica não somente em terra, mas também na água, nas piscinas. E no automobilismo, os carros atuais só faltam voar. Chegam, em algumas ocasiões, a passar dos 300 quilômetros por hora, sem que isso cause mais espanto a ninguém. Tornou-se normal e corriqueiro. E o que dizer do trem-bala? Os do Japão chegam a correr (quase a voar) com seus quatrocentos quilômetros por hora!!! Velocidade, portanto, é a grande meta humana em todos os campos de atividade. Velocidade e superação.

Vivemos, como se vê, numa época caracterizada pela pressa. Tudo tem que ser feito correndo, como se o mundo fosse se acabar no minuto seguinte. Assumimos mais compromissos do que nossa capacidade de cumpri-los e nos privamos até dos prazeres simples da vida, como o de beijar nosso filho, todas as noites, antes dele dormir.

Parece exagero meu, mas quem refletir só um pouquinho sobre seu cotidiano, verá que não é. Queremos viver duas vidas numa só e acabamos não vivendo, com prazer e dignidade, nenhuma. O pior é que o tempo que achamos que ganhamos, com a correria, é desperdiçado, de forma banal e boba, em conversas vazias que nada nos acrescentam, ou em barzinhos da moda, que mais nos dão tédio do que nos divertem.

Quando realizamos alguma obra reconhecidamente meritória, nossa tendência natural, até instintiva, é a do relaxamento. Queremos o sucesso imediato a qualquer custo. E quando o conseguimos, nos acomodamos. No íntimo, mesmo que não confessemos a ninguém, julgamos que cumprimos nosso papel no mundo e nos esquecemos da imensidão de coisas que precisam ser feitas por alguém.

Acreditamos ter esgotado nossa capacidade em apenas uma, duas, dez, cem ou mil obras, não importa. Todavia, nosso potencial de realização é infinito e o mundo nos desafia, amiúde, a desenvolvê-lo ao seu limite, para satisfação pessoal e bem-estar da coletividade. O que já foi feito é o que menos importa. Importa o que ainda há por fazer. Por que não tentar? Por que já nos sentimos desobrigados? Isso significa omissão.

Além da pressa, nem sempre (ou quase nunca) justificável ou, principalmente, por causa dela, vivemos cercados de perigos, do despertar até a hora de deitar para dormir outra vez. É como se caminhássemos constantemente por um campo minado, sem sequer nos darmos conta. Por isso, a cada dia que terminamos incólumes, temos que agradecer a Deus por esse privilégio.

Contudo, se estamos expostos a perigos, trata-se de um bom sinal. Indica que não estamos fugindo da vida, nos escondendo (covarde, mas inutilmente) para preservar nossa integridade física e/ou mental. Claro que devemos nos prevenir, sobretudo, dos riscos inúteis e desnecessários. Mas há situações que não comportam prevenção. Temos de enfrentá-las, atentos, e superá-las com inteligência e habilidade.

Ressalto que não sou contra a velocidade, desde que se atente para a segurança. Não me oponho à pressa, mas sim à afobação, à afoiteza, à correria desenfreada e louca, como um estouro de manada. Podemos agir com rapidez, desde que tenhamos método, organização e saibamos para onde e como ir. E, principalmente, que tenhamos o bom-senso de aproveitar devidamente o tempo que conquistarmos.
Embora não seja contrário à velocidade (com segurança) e à pressa (com método), destaco a necessidade de cultivo da paciência, virtude de pessoas muito especiais, atributo dos santos, que é, muitas vezes, confundida com preguiça. Uma caracteriza-se por saber esperar, tanto para agir, quanto para colher os frutos dessa ação. Outra é a inação, a espera que os outros façam por nós o que deveria ser da nossa competência. É o não fazer.

Para entendermos as vantagens de sermos pacientes, basta observar a natureza. Tudo nela tem o seu tempo certo: o de arar, o de semear, o de impedir que as ervas daninhas sufoquem as sementes e o de colher. E o suceder das estações? Nunca o verão vem antes do inverno. Ou a primavera antecede o outono. Há um ciclo ordenado na natureza. Tempo certo para tudo. No caso do plantio, qualquer tentativa de pular uma das etapas pode arruinar toda uma lavoura e pôr a perder o trabalho despendido. O mesmo ocorre na vida. O apressadinho corre o risco de ficar sem colheita. Compete-nos combinar pressa com paciência, mas na dose rigorosamente exata, sem mais e nem menos de qualquer desses ingredientes. É dessa combinação sensata, creiam, que nasce o sucesso.



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Friday, December 15, 2017

EDUCAR É CONVENCER, CONQUISTAR CORAÇÕES E MENTES E PERSUADIR


 Educar não é impor, como até recentemente se pensava (muitos ainda pensam), mas é, sobretudo, convencer, conquistar corações e mentes e persuadir. O educador que não tem isso como norma não está preparado para essa magna tarefa. Tem que ser educado antes de pensar e de se propor a educar. Frank Clark constatou: “Pode-se levar uma eternidade para conquistar o espírito do homem pela persuasão, mas ainda assim é mais rápido do que conquistá-lo pela força”. Eu acrescentaria que não só é o meio mais rápido, como o único verdadeiramente eficaz. Se quem educa não tem argumentos para persuadir o educando da correção do que quer transmitir, é porque não tem convicção a respeito. Em vez de educar, reitero, precisa ser educado. É verdade que é virtualmente impossível exercermos qualquer influência benéfica no comportamento social do mundo todo, por mais sábios e famosos que sejamos, dada sua vastidão confrontada com nossa pequenez, fragilidade, e efemeridade. Mas isso não é pretexto para a omissão. Se não podemos mudar comportamentos viciosos e daninhos da nossa cidade, Estado, país ou de um continente, podemos (e devemos) fazê-lo ao nosso redor: na nossa casa, nossa rua, nosso quarteirão ou nosso bairro. Isso requer, antes e acima de tudo, sinceridade e dedicação da nossa parte. E, principalmente, ação. Ou seja, atitudes e exemplos.

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Ano novo, problemas velhos


Pedro J. Bondaczuk

O novo ano começou com esperanças renovadas, como no início de todos os outros, mas os velhos problemas, que atormentaram a população ao longo de 2001, ainda estão aí, à espera de solução, que depende de ações coletivas, bem planejadas e melhor executadas, que envolvam todos os segmentos da sociedade.

O principal e mais grave deles, sem dúvida, é o clima de insegurança que prevalece na cidade, dados os elevados índices de violência e de criminalidade registrados em Campinas, que não sofreram nenhuma solução de continuidade de dezembro para janeiro. Pelo contrário. E manteve-se, nos dois primeiros meses de 2002, a elevada média de assassinatos, que já chegam a 80.

Em 2001, a cidade viu batido o recorde anterior de homicídios, com a ocorrência de 613 casos (contra 640 verificados no mesmo período em Nova York, que tem população quase dez vezes maior). Mal 2002 começou, e em apenas dez dias já haviam sido contabilizados 15 assassinatos em Campinas, indicando que esse tipo de crime, desgraçadamente, continua em alta.

Outro delito, com crescimento vertiginoso na região, é o sequestro de cidadãos. As ocorrências mais do que triplicaram, em relação a 2000, com quadrilhas poderosas, muito bem armadas e ao que tudo indica bastante experientes e bem informadas, agindo livremente no município. Só neste ano, já foram nove.

A cidade, por exemplo, ainda está chocada, traumatizada, comovida e sobretudo revoltada (e o País também), depois da divulgação, em rede nacional, do assassinato ocorrido na madrugada de 10 de janeiro, de uma comerciante campineira, que havia sido feita refém, seis dias antes, em sua residência, no bairro do Taquaral, e que acabou "executada", com três tiros de fuzil nas costas, em frente da sua casa, depois que a família não conseguiu o dinheiro para o pagamento do resgate exigido pelos bandidos. Quanta covardia e prepotência!

Quando o sujeito que faz uma barbaridade dessas é preso, se faz de coitadinho, alegando ser vítima da sociedade, do sistema, das condições sociais do País, etc., etc, etc. E não faltam calhordas desocupados que acreditem em sua encenação, lhe deem irrestrito apoio e tomem, de imediato, as suas dores. Será que agiriam dessa forma se eventualmente passassem pela experiência de serem tomados como reféns, ou se tivessem esposa, ou filhos, ou pais, ou irmãos sequestrados? Claro que não!

O tema "segurança pública", com certeza, será o mais explorado por todos os candidatos, aos vários cargos eletivos em disputa, nas eleições de outubro próximo, já que é, ao lado do desemprego, da fome e da corrupção, o assunto do momento, inclusive no mundo. Muitas promessas serão feitas, muita demagogia vai ser praticada e, provavelmente, quando os eleitos forem empossados, tudo vai continuar como está. Isto, se não piorar ainda mais, o que é mais provável.

No plano administrativo, é grande a expectativa do campineiro pela realização de obras e ações urgentes, nas áreas de transportes, de saúde, de habitação e de assistência social, entre outras, que devem ser encaradas como prioridades pela prefeita Izalene Tiene.

Elas passam a ser direcionadas, pela primeira vez na história da cidade, pela própria população, que opinou sobre onde os parcos recursos gerados pelo município devem ser investidos, durante a elaboração do Orçamento Participativo. Este será, portanto, o teste decisivo para verificar se o esquema funciona ou não na prática. Em teoria, tem tudo para dar certo.

Além da expectativa pela performance da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de futebol, a ser disputada na Coreia do Sul e no Japão, e das eleições para a Presidência da República, para os governos estaduais e para a renovação das Assembleias Legislativas, Câmara de Deputados e Senado, as atenções do brasileiro estarão, mais uma vez, voltadas para o clima.

Principalmente depois que os especialistas detectaram o início de mais um fenômeno climático mundial conhecido como "El Niño". Os meteorologistas preveem, por exemplo, secas devastadoras no Sul do País e chuvas catastróficas no Sudeste, o que já vem se manifestando, embora ainda não com a máxima intensidade.

Mesmo sendo ocorrência relativamente comum, no entanto, as autoridades (municipais, estaduais e federais) não contam com nenhum tipo de prevenção para proteger os cidadãos, principalmente os de menos recursos. Em consequência, milhares de pessoas que vivem em áreas de risco têm as suas vidas e seu ridiculamente pequeno patrimônio em risco, como já se comprovou neste verão, no Estado do Rio de Janeiro e em áreas de Minas Gerais, de Goiás, do Tocantins e da capital paulista, entre outras.

Como se vê, a chegada de 2002, com todas as comemorações que foram feitas para marcar a ocasião, não passou, na prática, de mera mudança de número no calendário. Nem mesmo as atitudes mudaram. O ano é novo, mas os problemas são os de sempre...E muito antigos...

(Editorial publicado na página 2, Opinião, do jornal Campinas Hoje, em 11 de janeiro de 2002).


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Tempo livre de verdade

Pedro J. Bondaczuk

O que é, na sua concepção, dispor de “tempo livre”, amável leitor? Afinal, a falta de momentos em que não haja obrigações a cumprir é reclamada por quase todos, até pelos que não fazem nada o dia todo, por todas as semanas, meses e até anos da sua vida.

Há muita gente assim, que é pior do que aquelas plantas parasitas, que necessitam de hospedeiros para sobreviver. Alguns, é verdade, são ociosos em decorrência de incapacidade física e/ou mental. Muitos, todavia, são vagabundos de carteirinha por convicção, por absoluta opção pessoal.

As pessoas verdadeiramente ativas, que têm ideais, ambições, projetos e sonhos e que saem em busca da concretização de tudo isso, reclamam que não dispõem do tal “tempo livre”. Estão enredadas em imensas teias de compromissos e obrigações, que não lhes dão, sequer, tempo para respirar.

Quem se planeja devidamente, contudo, consegue multiplicar as horas de um dia e fazer muito, sem cansaços ou estresse. São raros os que agem assim? Nem tanto! Conheço muitos que se desdobram e fazem as coisas com alegria e naturalidade.

Há compromissos tolos que assumimos, muitas vezes impulsivamente, apenas para sermos simpáticos aos que no-los impõem e que são verdadeiros ralos por onde se escoa nosso preciosíssimo tempo. E ele tende a ser irrecuperável ou a nos impor sacrifícios inusitados para queimar etapas, na tentativa de recuperar o que poderíamos ter poupado.

Sou um desses sujeitos que detestam dizer não aos outros e que, por isso, me vejo, volta e meia, metido em armadilhas das quais não consigo escapar. Vou a festas que não gostaria e não precisaria ir, a eventos que não me dizem respeito e que nada têm a ver com meus gostos e minhas atividades, faço favores dos quais nunca terei retribuição e sequer um formal agradecimento e vai por aí afora.

A idade e a experiência, contudo, vêm me tornando mais atento a esse desperdício tolo de tempo, fazendo com que seja menos frequente. Por consequência, já venho conseguindo pôr em andamento alguns projetos que eram de longo prazo, mas que chegou o momento de executá-los ou de abandoná-los de vez (para minha extrema frustração, caso o fizesse).

Um deles, por exemplo, é a redação das memórias, coisa que cheguei a duvidar que faria, mas que venho fazendo com afinco e regularidade. Elas irão contar alguma coisa para alguém? Não sei! Nunca sabemos se nossos atos, ou quais deles, serão eficazes ou não passarão, também, a entrar no rol das coisas que se caracterizam como perda de tempo. Aqui conta a questão da confiança.

Confio no meu talento de escritor e na capacidade de observação que desenvolvi ao longo dos anos. Por isso, estou convicto que minhas memórias serão atrativas, vão redundar em um ou mais livros e irão servir de exemplo a muitas pessoas que venham a passar por idênticos caminhos que passei. Certeza, certeza mesmo, porém, não tenho nenhuma. Ninguém tem e de nada.

Não respondi, todavia, a pergunta que lhe fiz no início destas elucubrações: o que é tempo livre? É o repouso? É o lazer? Ou são aqueles raros momentos de ócio, de explícita preguiça, com que nos brindamos em determinados domingos e feriados? Não é nada disso.

Deixo a resposta para esta questão a alguém muito mais experiente, gabaritado e habilitado do que eu: ao escritor George Bernard Shaw que, entre tantas outras coisas, conquistou um Prêmio Nobel de Literatura, o que, por si só, o qualifica e o credencia a opinar sobre o que quiser: “O tempo livre não significa repouso. O repouso, como o sono, é obrigatório. O verdadeiro tempo livre é apenas a liberdade de fazermos o que queremos, mas não de permanecermos no ócio”.

Pois é, meus amigos, é isso aí. Querem resposta mais clara, direta, objetiva e convincente do que esta? Tempo livre não é, nem de longe, o tempo perdido em ociosidade e preguiça. É isso o que faço neste momento, ao escrever estas considerações que sequer sei se alguém vai ler, quanto mais apreciar.

Ninguém, absolutamente ninguém me impôs este texto, ao contrário de tantos outros, escritos para atender obrigações (não raro contratuais). Ao escrevê-lo, contei com o desejável “tempo livre”. Creio que a questão ficou mais do que respondida (com a providencial ajuda, claro, de um decano da Literatura).


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Thursday, December 14, 2017

OS SIGNIFICADOS DA PALAVRA “PROFESSOR”

Para melhor entendimento do significado de “professor”, é preciso recorrer ao dicionário. Escolhi o Michaelis de língua portuguesa (como poderia ter escolhido o Aurélio que daria na mesma), para esclarecer a questão. O verbo professar, de onde deriva a palavra “professor” (o que professa), tem dez significados. Vamos a eles?

  1. Reconhecer ou confessar publicamente. Exemplo: professar uma doutrina ou uma opinião (Provou com obras a amizade que me professava).
  2. Ensinar como professor. Exemplo: professar matemática.
  3. Ter a convicção de. Exemplo: professar ideias fraternistas.
  4. Fazer propaganda de; preconizar. Exemplo: Professar a verdade e advogar o bem.
  5. Pôr em prática. Exemplo: Ele professa as ideias que prega.
  6. Exercer uma profissão; dedicar-se a uma arte. Exemplo: Professar a medicina.
  7. Abraçar ou declarar-se devoto ou adepto (de uma doutrina, uma religião, uma seita, um partido). Exemplo: Professa publicamente o cristianismo.
  8. Proferir votos, ligando-se a uma doutrina, a uma ordem religiosa, a uma religião. Exemplo: Professara no catolicismo. (“Não professaste, és livre, podes dar-lhe a mão” – Rebelo da Silva).
  9. Prometer, jurar. Exemplo: Professar amizade a alguém.
  10. Ter, manter (afeição, amizade). Exemplo: Salomão, com quem professas amizade (Mário Barreto).

Viram? Professor é o que faz tudo isso e não apenas, ou especificamente, o que ensina, instrui e eventualmente educa. Já o educador pode (e deve) ser você, ser eu, ser o padre da sua paróquia, o pastor da sua igreja, o escritor que lida com conceitos etc. etc.etc. Sua ferramenta é a persuasão, a capacidade de convencimento e, não raro, o exemplo. Afinal, nada do que se impõe pela força prospera, dura e produz bons efeitos de longo prazo. Em princípio pode, até, parecer que é eficaz. Não passa, todavia, de ilusão.


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Balbúrdia Literária” – José Paulo Lanyi – Contato: jplanyi@gmail.com
A Passagem dos Cometas” – Edir Araújo – Contato: edir-araujo@hotmail.com
Boneca de pano” - Edir Araújo – Contato: edir-araujo@hotmail.com
Águas de presságio” – Sarah de Oliveira Passarella – Contato: contato@hortograph.com.br
Um dia como outro qualquer” – Fernando Yanmar Narciso.
A sétima caverna” – Harry Wiese – Contato: wiese@ibnet.com.br
Rosa Amarela” – Francisco Fernandes de Araujo – Contato: contato@elo3digital.com.br
Acariciando esperanças” – Francisco Fernandes de Araujo – Contato: contato@elo3digital.com.br

Com o que presentear:

Cronos e Narciso (crônicas, Editora Barauna, 110 páginas) – “Nessa época do eterno presente, em que tudo é reduzido à exaustão dos momentos, este livro de Pedro J. Bondaczuk reaviva a fome de transcendência! (Nei Duclós, escritor e jornalista). – Preço: R$ 23,90.
Lance fatal (contos, Editora Barauna, 73 páginas) – Um lance, uma única e solitária jogada, pode decidir uma partida e até um campeonato, uma Copa do Mundo. Assim como no jogo – seja de futebol ou de qualquer outro esporte – uma determinada ação, dependendo das circunstâncias, decide uma vida. Esta é a mensagem implícita nos quatro instigantes contos de Pedro J. Bondaczuk neste pequeno grande livro. – Preço: R$ 20,90.

Como comprar:

Pela internet – WWW.editorabarauna.com.br – Acessar o link “Como comprar” e seguir as instruções.

Em livraria
Edição impressa:
1. Em qualquer loja da rede de livrarias Cultura espalhadas pelo País.
2. Livraria Saraiva.
3. Cia. Dos Livros.
4. Amazon

Edição em e-book:
  1. Editora Barauna
  2. Buscapé
  3. Extra
  4. Travessa
  5. Folhashop
  6. Shopping uol

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