Tuesday, September 25, 2018

Reflexão do dia


IRONICAMENTE, OS PIONEIROS DA CIVILIZAÇÃO

SÃO ANÔNIMOS

Fico imaginando o que se passou na cabeça dos que inventaram essas maravilhas eletrônicas ao nosso dispor. Aliás, desconheço quem foram os autores desses inventos. Hoje praticamente não existem mais os “Professores Pardais” solitários. Os trabalhos de desenvolvimento de novidades tecnológicas são feitos, em geral, por equipes, em modernos laboratórios. Claro que há os que têm aquele “clic” inicial, aquela centelha, que possibilita que, o que até então era tido como impossível, se torne, em três tempos, concreto. Mas raramente ficamos conhecendo quem são esses gênios. Isso me suscita as seguintes reflexões: Como a fábula de La Fontaine, da Cigarra e da Formiga, assim são os homens. Enquanto uns trabalham, construindo templos, cidades, tumbas e monumentos (ou aparelhinhos eletrônicos, que seja), outros "cantam", gozando as delícias do ócio e do fruto do trabalho alheio. Enquanto uns criam, outros aproveitam e esbanjam. Qual o valor das obras, além do óbvio, utilitário, de uso imediato? São fontes de perpetuidade da memória, ou não passam de frustradas tentativas para evitar o esquecimento após a morte? Creio que as duas coisas. Os pioneiros da civilização, os que fizeram descobertas marcantes, práticas, que facilitaram ou até mesmo garantiram a sobrevivência humana, por estranha ironia, são absolutamente anônimos.

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A CAMINHO DO SUCESSO!!!

Tudo indica que meu novo livro, “Dimensões infinitas”, a “menina dos meus olhos” entre minha já vasta obra literária, em breve estará nas livrarias, ao seu alcance, querido e fiel leitor. Tão logo a possibilidade se transforme em certeza e seja confirmada a publicação, darei maiores detalhes sobre a editora, a data de lançamento e outras informações pertinentes. Por enquanto reitero o que já informei sobre esse livro. Dimensões infinitas reúne 30 ensaios sobre temas dos mais variados e instigantes. Nele abordo, em linguagem acessível a todos, num estilo coloquial, claro e simples (sem ser simplório) assuntos da maior relevância cultural tais como as dimensões do universo (tanto do macro quanto do microcosmo), o fenômeno da genialidade, a fragilidade dos atuais aparatos de justiça, o mito da caverna de Platão, a secular busca pelo lendário Eldorado, o surgimento das religiões, as tentativas de previsão do futuro e as indagações dos filósofos de todos os tempos sobre nossa origem, finalidade e destino, entre outros temas. É um livro não somente para ser lido, mas, sobretudo, para ser refletido. Meu desafio se, ou melhor, quando ele for publicado, é o de convencer os leitores (no caso você, meu caríssimo amigo) da sua qualidade e importância e transformá-lo num grande sucesso editorial. Por que não?!!! Afinal, já não sou mais, e há muito tempo, “marinheiro de primeira viagem. “Dimensões infinitas”, caso seja mesmo publicado (e estou convencido de que vai ser) será meu quinto livro, o segundo de ensaios. Conto com você, querido leitor, que nunca me abandonou nos meus momentos mais difíceis, como sempre contei. Estou esperançoso e confiante de que em breve essa esperança irá se transformar em euforia. Que os anjos digam amém!!!!


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CITAÇÃO DO DIA:


Antes o ABC 

Antes de subir ao cume da ciência é necessário se aprender o seu ABC.

(Ivan Pavlov, pesquisador russo do reflexo condicionado).



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DIRETO DO ARQUIVO - Ensino deficiente


Ensino deficiente



Pedro J. Bondaczuk


A evolução verificada no setor de educação no País, tão propalada pelo governo e que possivelmente vai ser o carro-chefe da campanha de reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso, está longe, muito distante, da excelência pretendida.

Prova disso, são as pesquisas de órgãos abalizados internacionais. A Unesco, por exemplo, em recente estudo, classifica o ensino brasileiro como um dos mais deficientes do mundo.

Conforme a organização, o analfabetismo atinge ainda 19,6% dos brasileiros acima dos sete anos, taxa intolerável mesmo para países emergentes. Vinte milhões de pessoas, com mais de 14 anos, são analfabetas. Cinquenta milhões de adultos não passaram da primeira série do primeiro grau e mal sabem "desenhar" seus nomes. Não podem, portanto, ser considerados alfabetizados.

O muito que já se conseguiu nesse campo não passa de gota de água num oceano. É preciso universalizar o ensino básico. É necessário alfabetizar os adultos. É indispensável que os investimentos em educação sejam os previstos na Constituição e que prefeitos e governadores os cumpram sem tentar burlar com artifícios o texto constitucional. Há um longo caminho ainda a percorrer para que o País possa festejar a existência de um ensino pelo menos "palatável".

(Editorial número dois, publicado na página 2, Opinião, do Correio Popular, em 11 de janeiro de 1998).


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CRÔNICA DO DIA - Exímios sugestionadores


Exímios sugestionadores


Pedro J. Bondaczuk


A Literatura é muito mais sugestão do que descrição. Quanto maior for a perícia de um escritor em despertar (e mexer com) a imaginação dos seus leitores, maior será seu potencial de prender sua atenção e torná-lo cúmplice da sua criação. Jorge Luís Borges afirmou, anos atrás, que nós, literatos, não criamos os contos e romances que nos são atribuídos. Limitamo-nos a “sugerir” as histórias, que são, na verdade, completadas ao gosto de cada um pelos que as leem.

Sobre a poesia, nem é necessário ressaltar o quanto tem de sugestão. É um tipo de texto feito a caráter para a emoção e a imaginação, muito mais do que ao mero raciocínio. Abundam metáforas de toda a sorte que nos fazem viajar e adaptar as palavras escritas ao nosso gosto e à nossa realidade pessoal.

Em contos, novelas, romances e peças de teatro, por sua vez, não descrevemos os personagens de sorte a torná-los “reais”, de carne e osso. Para tanto, seria necessária uma fotografia, já que uma única imagem vale por mil palavras. Limitamo-nos a descrever características gerais deles, ou seja, se são gordos ou magros, altos ou baixos, maltrapilhos ou bem-vestidos etc.etc.etc. Cada leitor complementa a imagem que faz do sujeito que pretendíamos descrever à sua maneira. O mesmo vale em relação a cenários.

Por mais que descrevamos determinada casa, por sua vez, quem lê nosso texto interpreta nossa descrição (por mais perfeita e detalhada que seja) de uma forma pessoal, nunca igual à que imaginamos. Limitamo-nos a descrevê-la em linhas gerais, determinando se ela se localiza em uma favela e não passa de um barraco mambembe, se fica em um bairro de classe média e tem relativo conforto, posto que não tenha luxo ou se é alguma mansão, com todos os requintes que o dinheiro pode comprar.

Nunca, por exemplo, um romance, ao ser adaptado para o cinema, tem os “mesmos” personagens e cenários que o escritor criou, embora, não raro, sejam até melhores do que os da sua imaginação. É provável, por exemplo, que a heroína de algum dos meus contos, embora bela mulher, esteja infinitamente distante da beleza de uma Júlia Roberts (como, também, pode ser muitíssimo mais bonita) Ou que o sujeito cuja história estou narrando não tenha a mais remota semelhança com Tom Cruise.

Daí ser altamente desejável ao escritor que desenvolva sua capacidade de sugestão, mediante uma linguagem coloquial e amigável, que faça do “parceiro” da sua obra, o leitor, seu grande e competente cúmplice e não o afugente com cansativas e, em geral inócuas descrições.

Há autores que têm o raro talento de, em pouquíssimas palavras, elaborar textos criativos, inteligentes e completos, posto que curtos. São exímios “sugestionadores” e conseguem transformar os leitores, se não em parceiros de criação, pelo menos em cúmplices das teses que expõem.

Fique claro, porém, que não há nada de errado com quem escreve textos extensos, livros com vários volumes, às vezes com 5 mil páginas ou mais. Claro, desde que o assunto abordado assim o exija e que não haja palavras supérfluas, não seja repetitivo e que, sobretudo, exista sólido e extenso conteúdo no que escreveu. Ou seja, que não se trate de mera “enrolação”. Como leitor compulsivo, prefiro este tipo de escrita, que “vale o quanto pesa”.

Todavia, quem conta com capacidade de síntese, diz mais coisas, em menor espaço. Pode nem ser tão didático (e não é) quanto quem escreve textos bastante longos, mas leva a vantagem da variedade e do talento de sugestionar o leitor. Ou seja, seus livros nunca são “samba de uma nota só” e não comportam uma única interpretação, mas tantas quantas forem seus leitores. Tratam, por exemplo, de dezenas de assuntos, num único volume, ao passo que, quem não conta com essa capacidade de síntese, precisaria de uma dezena ou mais deles para dizer as mesmas coisas.

Já tive a oportunidade de editar contos curtíssimos, de escassos dois parágrafos, e que ainda assim foram completos, com começo, meio e fim. Ou seja, coerentes, instigantes e verossímeis. Quem achar que é fácil escrever desta maneira que o tente, para ver que as coisas não são o que parecem. É difícil! Dificílimo! Para a maioria dos escritores, é até impossível.

Claro que o valor de qualquer obra literária não está em sua extensão. Há muito texto capenga, sem rumo, direção ou sentido, composto de poucas palavras. São tão ruins, que nem dá para considerá-los “Literatura”. Como também há produções extensíssimas, que requerem tempo imenso para serem lidas, sumamente atrativas.

Há livros “massudos” que o leitor até reluta em tirar da estante e muito menos em abrir. Mas... quando começa a leitura, não quer mais parar, tamanha é a capacidade do autor de torná-lo “cúmplice”. O que conta, de fato, em Literatura, portanto, é sempre o conteúdo (está implícito que a forma seja rigorosamente correta, clara e lúcida). Todavia, que a capacidade de síntese, de um escritor talentoso e criativo, é uma arma a mais para seu sucesso, disso não resta a menor dúvida.



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Monday, September 24, 2018

Reflexão do dia


RESOLVI MEU PROBLEMA COM DOIS CLIQUES

NA INTERNET

Há tempos queria reler o romance “Os Maias”, de Eça de Queiroz, que havia lido em 1961, na Biblioteca Pública de São Caetano do Sul, cidade em que então residia. Sem tempo para ir à biblioteca de Campinas, ia, invariavelmente, adiando essa leitura, embora precisasse muito dela, pois queria traçar um paralelo entre um personagem dessa história do romancista português com um dos meus, cujo processo de criação estava em andamento. Por sugestão de um amigo, que me forneceu o endereço eletrônico da Biblioteca Nacional de Portugal, acessei esse espaço. Achei “Os Maias” com facilidade. Como já me habituei a ler na telinha do computador, li o romance em questão vorazmente, copiei os trechos que precisava e ficou tudo resolvido em três tempos, sem perda de tempo com deslocamentos e sem que precisasse sequer tirar o traseiro da poltrona do meu gabinete de trabalho. Meu filho, que é fanático por essas engenhocas, disse que muitas novidades “miraculosas” estarão em breve no mercado. Aguardo-as com ansiedade. Estou cada vez mais fascinado por esses aparelhinhos, embora não seja lá tão amigo de um deles, do celular. Tenho um, mas evito de fornecer o número até para os amigos mais chegados, para não me tornar “escravo” desse equipamento. Muita gente se tornou. Utiliza-o, até, em locais que o bom-senso e a educação recomendam que não se deva utilizar, como igrejas, teatros, hospitais e até velórios. Neste caso… estou fora!!!


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PESCA EM ÁGUAS TURVAS

Prosseguindo em minha tentativa de “pesca em águas turvas”, tenho uma nova proposta a fazer às editoras. Diz-se que a internet dá visibilidade a escritores e facilita negócios. É isso o que venho tentando, há algum tempo, conferir. Tenho mais um livro, absolutamente inédito, a oferecer. Seu título é: “Dimensões infinitas”, que reúne 30 ensaios sobre temas dos mais variados e instigantes. Abordo, em linguagem acessível a todos, num estilo coloquial, assuntos tais como as dimensões do universo (tanto do macro quanto do microcosmo), o fenômeno da genialidade, a fragilidade dos atuais aparatos de justiça, o mito da caverna de Platão, a secular busca pelo lendário Eldorado, o surgimento das religiões, as tentativas de previsão do futuro e as indagações dos filósofos de todos os tempos sobre nossa origem, finalidade e destino, entre outros temas. É um livro não somente para ser lido, mas, sobretudo, para ser refletido. Meu desafio continua sendo o mesmo de quando iniciei esta tentativa de “pesca em águas turvas”. Ou seja, é o de motivar alguma editora a publicá-lo, sem que eu precise ir até ela e nem tenha que contar com algum padrinho, mas apenas pela internet, e sem que eu precise bancar a edição (já que não tenho recursos para tal). Insistirei nesta tentativa todos os dias, sem limite de tempo. Para fecharmos negócio, basta que a eventual editora interessada (e espero que alguma se interesse, pois o produto é de qualidade) entre em contato comigo no inbox do Facebook ou pelo e-mail pedrojbk@gmail.com. Quem se habilita?


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CITAÇÃO DO DIA:



Força universal 

A vida é uma força no universo tanto quanto a eletricidade ou a gravidade; a presença da vida mantém a vida.

(Henry Beston, naturalista).



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DIRETO DO ARQUIVO - Educar para sobreviver


Educar para sobreviver



Pedro J. Bondaczuk


O Programa Nacional de Alfabetização e Cidadania, que tem por meta a redução em 70% do analfabetismo no País, foi lançado no início desta semana pelo presidente Fernando Collor de Mello. O ministro Carlos Chiarelli, da Educação, anunciou, na ocasião, a existência de uma verba de Cr$ 10 bilhões para este ano e mais Cr$ 40 bilhões para 1991, a fim de que se concretize o programa.

O analfabetismo é mal que exige total erradicação há muito tempo e que cresce a cada ano. Basta lembrar que o Brasil tem cerca de 31 milhões de analfabetos, entre adultos e crianças. Muitas propostas, e diversos planos, foram elaborados, mas poucos deixaram o papel, tendo alguns sucumbido logo após iniciados.

Apesar disso, educadores e especialistas abraçaram, com entusiasmo, a empreitada, preocupados com o ser humano iletrado, ignorante e alvo fácil das crendices e superstições que ainda dominam muitas regiões do País.

Collor afirmou, ao lançar seu plano de alfabetização, que não pode progredir um país com uma população em que 20% dos jovens acima de 15 anos de idade não sabem ler e escrever, 40 milhões de brasileiros adultos têm menos de quatro anos de escolaridade e 80 milhões não chegaram a ter sete anos de escola, acrescentando que um elevado padrão de educação foi determinante para que nações do Terceiro Mundo de desenvolvessem.

Os números são, sem dúvida, preocupantes e a situação é um desafio. Ao lado do analfabetismo, também constituem causa de grande preocupação os semialfabetizados, vítimas dos problemas não solucionados da área educacional, como a falta de verbas, a evasão escolar, a má remuneração dos professores, o número insuficiente de prédios escolares e a falta de condições de funcionamento de alguns deles, submetidos a reformas intermináveis.

Some-se a isso a pouca assistência dada às escolas, principalmente às situadas na zona rural, geralmente de difícil acesso. A educação no Brasil tem sido relegada a segundo plano, selando um futuro difícil e incerto para as novas gerações, escravizando-as primeiro à ignorância plena ou parcial e, posteriormente, às nações mais desenvolvidas.

Para se concretizar um programa – e o presidente parece estar empenhado nessa missão – é necessário, antes de tudo, que se proceda a uma análise crítica dos erros e acertos do passado, solidificando as medidas do presente para possibilitar um futuro melhor.

O desenvolvimento e o progresso de um país estão diretamente ligados à educação e à alfabetização de seus cidadãos. Melhorar a educação, destinar verbas e recursos humanos para a sua concretização, são medidas prioritárias, atreladas à própria sobrevivência de uma nação, como o Brasil.

(Editorial publicado na página 2, Opinião, do Correio Popular, em 13 de setembro de 1990).


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CRÔNICA DO DIA - O jornalista e o escritor


O jornalista e o escritor

Pedro J. Bondaczuk

Todos, absolutamente todos os grandes escritores da América Latina foram, alguma vez, jornalistas. Embora os Estados Unidos tenham reivindicado para si a invenção, ou a descoberta do novo jornalismo, das “factions” e das “novelas da vida real”, como costumam denominar por lá os escritos de Truman Capote, Norman Mailer e Joan Didion, é na América Latinas que nasceu o gênero e onde alcançou sua genuína grandeza. E é na América Latina, sem dúvida, onde se insiste em expulsá-lo dos jornais e confiná-lo apenas aos livros”.

Essa afirmação, aliás, não é minha. É do jornalista e escritor argentino Tomáz Eloy Martinez, que morreu, em 31 de janeiro de 2010, vítima de câncer. Tanto o jornalismo, quanto a literatura perderam naquela oportunidade, portanto, um de seus expoentes. Uso essa citação e essa lembrança como pretexto para trazer à baila um tema que já abordei (superficialmente) neste espaço, mas que merece novas considerações.

Pergunto: o que é mais fácil, o escritor se acostumar à linguagem jornalística, ou o jornalista se haver com as técnicas literárias e produzir boa ficção? Atrevo-me a responder que a primeira alternativa é a mais viável. Até pelos resultados. Há exceções, claro. Toda a regra as tem. Mas se é verdade, como afirmou Tomáz Eloy Martinez, que todos os grandes escritores latino-americanos, sem qualquer exceção, já encararam alguma vez uma redação de jornal (e não há porque duvidar), a recíproca não é, em absoluto, verdadeira em relação aos profissionais de imprensa. Ou seja, não se pode afirmar que “todos” os jornalistas já foram, algum dia, escritores e nos legaram livros basilares de ficção. Isso não ocorreu e nem ocorre.

E quando foi que os escritores se viram banidos das redações, o que, aliás, influiu diretamente na queda de qualidade dos jornais? Quando se passou a exigir o diploma de jornalista para o exercício dessa profissão, exigência essa, por sinal, derrubada não faz muito pelo Supremo Tribunal Federal (sequer entro no mérito se por decisão justa ou injusta).
O que não se pode fazer é misturar jornalismo com literatura (pelo menos a ficcional) em qualquer jornal, não importa seu tamanho, projeção ou periodicidade.. Ambos são imiscíveis, como óleo e água. Não se pode agir, por exemplo, como Janet Cooke, a jornalista que ganhou um Pulitzer de Jornalismo em 1981, por uma série publicada no jornal “The Washington Post”, por contar a história de um menino de oito anos que se injetava heroína com o consentimento da mãe. E o que ela fez de tão grave? Ousou dar a entender ao leitor que sua narrativa era de um fato real, quando em verdade era uma história completamente inventada. Era falsa, portanto, e Janet Cooke teve que devolver o prêmio. Foi um vexame.

Quisesse fazer ficção (e isso fez muito bem), procurasse uma editora e publicasse a história em livro, em forma de romance ou novela. Em vez de fazer isso, porém, optou por enganar os leitores, a empresa em que trabalhava e até o júri que lhe atribui a maior premiação jornalística que há nos Estados Unidos. Ou seja, mostrou-se redatora talentosa, posto que fraudulenta.

Outra coisa que o jornalista não pode fazer é agir como Stephen Glass. E o que ele fez de grave? Em 1998, o semanário “The New Republic” demitiu este que era seu editor principal, porque descobriu que ele inventou dados, citações e pessoas em 27 dos seus 40 últimos artigos. Esse exagerou! Há outros casos em que jornalistas quiseram posar de escritores, mas em veículos errados, e se deram mal? Há!

O mais famoso (e letal para a credibilidade do jornalismo atual) foi o episódio envolvendo Jayson Blair. Mas o que esse repórter-estrela do “The New York Times” fez de errado ou de grave? Entre os anos de 2002 e 2003, pesquisou, por todos os Estados Unidos, uma dúzia de notícias apaixonantes, sem sequer sair da redação, dando a entender que fizera as matérias nos locais citados, para onde jamais foi.

Pior, plagiou o trabalho de outros jornalistas, ligados a obscuros jornais do interior dos Estados Unidos, garantindo que era todinho seu. Que pilantra! E mais ainda, requentava ocos e insossos informativos que recebia na redação com delírios de própria invenção, maquinando matérias sensacionais, mas com meias-verdades (piores do que mentiras explícitas).

Enganou, por um bom tempo não só leitores, mas os diretores de um dos mais prestigiosos jornais do mundo. Afinal, o “The New York Times”, com todos os defeitos que possa ter, não é nenhum pasquim barato. Está entre os de maior fama mundial.

Nunca se soube, porém, de escritor que, no exercício do jornalismo, misturasse ficção e realidade. Suas invenções, peritas e talentosas, os literatos publicam somente em livros. Na qualidade de jornalistas, restringem-se aos fatos, frios e crus, narrados com exatidão e rigor. Com uma diferença: em nove entre dez casos, seus textos são mais atrativos do que os de jornalistas diplomados, e sem que precisem fraudar ninguém e muito menos cometer o pecado mortal de qualquer jornalista que se preze: a mentira. Voltarei ao assunto oportunamente, pois ele enseja “muito pano para manga”.


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Sunday, September 23, 2018

Reflexão do dia


ALGUMAS FACILIDADES E CERTOS PRAZERES QUE A 

TECNOLOGIA ME PROPORCIONA

Ninguém consegue dormir, por exemplo, ao som do “rock pauleira”. Concilio o sono ao som de Chopin, graças ao meu MP4 e desperto ora ouvindo Vivaldi, ora Schubert, ora Tchaikowski ou Beethoven e vai por aí afora. Antes, eu acordava, vez ou outra, mal humorado. Desde que passei a adotar essa “terapia” musical, contudo, isso nunca mais aconteceu. Nas horas em que o subconsciente permanecia “desligado”, ou seja, nas oito de sono, delicia-se agora com os sons mágicos dos gênios da música clássica de todos os tempos. Mas não foi somente este novo hábito que adquiri em função das já não tão novidades eletrônicas, que incorporei ao meu cotidiano. Tempos atrás, precisava reservar, periodicamente, tempo, em minha apertadíssima agenda diária, para ir a livrarias e, principalmente, bibliotecas públicas, à procura de livros que estivesse precisando, em decorrência de algo diferente que estivesse escrevendo. Nem sempre encontrava o que procurava, principalmente quando se tratava de escritores clássicos. Perdia tempo e dinheiro e voltava frustrado para casa. Agora, sem arredar pé do meu gabinete de trabalho, “visito” as mais completas bibliotecas do mundo, acessando, via internet, os seus respectivos sites. Invariavelmente (salvo raríssimas exceções) encontro o que procuro sem me esfalfar e nem perder tempo. Faço as consultas e, caso o tema tratado seja complexo, imprimo uma cópia dos trechos que preciso e mantenho esses livros eletrônicos no mesmo lugar que estavam, sem necessidade de abarrotar minha cada vez mais caótica e superlotada biblioteca com novos volumes (haja espaço para tanto papel!). Se quiser consultar esses livros novamente, basta clicar outra vez nos links indicados que a obra surge, inteirinha, diante dos meus olhos, na tela do meu computador.


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PESCA EM ÁGUAS TURVAS

Prosseguindo em minha tentativa de “pesca em águas turvas”, tenho uma nova proposta a fazer às editoras. Diz-se que a internet dá visibilidade a escritores e facilita negócios. É isso o que venho tentando, há algum tempo, conferir. Tenho mais um livro, absolutamente inédito, a oferecer. Seu título é: “Dimensões infinitas”, que reúne 30 ensaios sobre temas dos mais variados e instigantes. Abordo, em linguagem acessível a todos, num estilo coloquial, assuntos tais como as dimensões do universo (tanto do macro quanto do microcosmo), o fenômeno da genialidade, a fragilidade dos atuais aparatos de justiça, o mito da caverna de Platão, a secular busca pelo lendário Eldorado, o surgimento das religiões, as tentativas de previsão do futuro e as indagações dos filósofos de todos os tempos sobre nossa origem, finalidade e destino, entre outros temas. É um livro não somente para ser lido, mas, sobretudo, para ser refletido. Meu desafio continua sendo o mesmo de quando iniciei esta tentativa de “pesca em águas turvas”. Ou seja, é o de motivar alguma editora a publicá-lo, sem que eu precise ir até ela e nem tenha que contar com algum padrinho, mas apenas pela internet, e sem que eu precise bancar a edição (já que não tenho recursos para tal). Insistirei nesta tentativa todos os dias, sem limite de tempo. Para fecharmos negócio, basta que a eventual editora interessada (e espero que alguma se interesse, pois o produto é de qualidade) entre em contato comigo no inbox do Facebook ou pelo e-mail pedrojbk@gmail.com. Quem se habilita?


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CITAÇÃO DO DIA:


Tecnologia que salva 

A tecnologia transformou-se, senão em nosso deus, no mínimo em nosso instrumento de nossa salvação, nossa cruz no duplo sentido cristão da palavra. Mas o que é tecnologia? Aqui precisamos "limpar" muita confusão. Hoje tecnologia e ciência são sinônimos para a maioria das pessoas. E o poder tem todo o interesse em manter o equívoco. Ele nos diz que a ciência não tem relação com os valores, que é emocionalmente fria. Se acreditamos nisso e acreditamos que tecnologia e ciência são praticamente idênticas, então a tecnologia também não estaria relacionada com ética ou moral e não poderia ser emocional.

(José Lutzenberger, revista "Corpo a Corpo", novembro de 1988).



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DIRETO DO ARQUIVO - A realidade da Educação


A realidade da Educação


Pedro J. Bondaczuk


A recente campanha pela televisão, em que o ministro extraordinário dos Esportes, Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, aparece regendo um coro infantil cantando um refrão que diz que toda a criança deve estar na escola, é bastante meritória. Todavia, ainda é apenas utopia. Está muito distante da realidade brasileira.

Milhões de menores têm que trabalhar, para ajudar no sustento de suas famílias, não frequentando portanto as salas de aula. Outros tantos milhares estão abandonados nas ruas, entregues às drogas e outros vícios, com o futuro comprometido, lutando para sobreviver, sem que possam sequer pensar em estudar.

Mesmo nos Estados mais avançados, econômica e socialmente, parcela considerável não tem esse privilégio, que na verdade é um direito. Dados de 1996, do Ministério de Educação, baseados na contagem do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mostram que mais de 50% da população de 7 a 14 anos, em 17 cidades do País, está fora da escola. Anajás, no Pará, lidera essa relação, com uma taxa que atinge 76,1% das crianças nessa faixa etária.

Mesmo em São Paulo, milhares de jovens tiveram sua sorte decidida, em dias recentes, através de sorteios. Neste caso, contudo, não havia falta de vagas. Estas até que existiam, mas em escolas com condições precaríssimas, onde é contestável que os alunos tenham um ensino pelo menos razoável.

É evidente que esta situação não é culpa do atual governo, que fez muito pela educação, como é mister que se reconheça. É consequência de décadas de demagogia e de desrespeito à Constituição. É fruto de uma crise social que parece nunca ter fim.

A televisão vem sendo crescentemente utilizada como importante meio de difusão e tende a levar ensino de qualidade às regiões mais remotas deste país de dimensões continentais. Além de ousadas iniciativas do governo, fundações particulares e empresas têm dado importante contribuição para a formação das futuras gerações.

Há consenso nacional de que o futuro do Brasil depende da Educação. Quanto mais brasileiros tiverem acesso a ela, maior será o capital humano de que o País irá dispor, para garantir seu desenvolvimento.

Existem resultados concretos que desmentem os pessimistas e que atestam importante evolução, senão na qualidade daquilo que é ensinado, pelo menos na quantidade de crianças que são bem ou mal alfabetizadas. Mas a batalha ainda nem chegou à metade. Apesar de números alentadores, ainda há muitíssimo a fazer.

Não bastam investimentos em prédios escolares ou em livros didáticos ou em sofisticados recursos pedagógicos. Tudo isso ajuda e é importante, mas não suficiente. É preciso, antes de tudo, valorizar a função do professor, dando-lhe condições de trabalho que lhe permitam constante atualização e, sobretudo, salários dignos, que o motivem a exercer sua santa missão e atraiam mais e mais pessoas competentes para o magistério.

Dados do IBGE e pesquisas particulares revelam acentuada queda da taxa de analfabetismo na faixa etária dos 7 aos 14 anos. Mostram que a maioria das crianças brasileiras tem mais escolaridade do que os seus pais, de modo geral, o que não deixa de ser alentador e estimulante.

Mas daí a dar a entender que a curto prazo nenhum menino ou menina brasileiros ficarão fora das salas de aula, não passa de simples manifestação de um grande desejo. Contudo, é uma situação distante mil anos-luz da realidade do País.

(Editorial número um, publicado na página 2, Opinião, do Correio Popular, em 26 de janeiro de 1998).



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CRÔNICA DO DIA - O homem e as religiões


O homem e as religiões



Pedro J. Bondaczuk


A existência e natureza de Deus têm sido preocupação constante do homem, desde que tomou consciência de si e do mundo que o cercava. O ser primitivo das cavernas, em determinado momento (impossível de ser determinado quando), intuiu que foi "criado" por "alguém" ou por alguma "força poderosa", que extrapolava sua restritíssima compreensão, responsável também por tudo o que havia ao seu redor, onde os seus sentidos alcançavam e muito além desse alcance.

Surgiu então, absolutamente disforme, a primeira ideia de "divindade". Originalmente, esse humanoide, até por instinto, apenas temia esse "desconhecido" tão poderoso. Não lhe passava pela cabeça que pudesse ter qualquer espécie de contato com Ele ou rogar por uma proteção, no ambiente hostil, inóspito e perigoso que o cercava.

Tudo era um mistério. Desde o fenômeno hoje considerado mais simples e trivial, entendido por qualquer criança que recém tenha aprendido a falar, até o mais complexo e inexplicável, que o homem contemporâneo não consegue explicar, com todo o instrumental de que dispõe.

Tanto o nascimento, quanto a morte, quer de semelhantes, quer de outros animais e vegetais, tinha para esse ser rústico e deslumbrado um aspecto de magia. Despertava milhares de indagações, que ainda não podia racionalizar, sem que atinasse com qualquer resposta.

Em um outro estágio, projetou esse "Deus" intuído em suas "manifestações", pluralizando, por consequência, a divindade. Esta não seria única. Haveria muitos "deuses", como o Sol, a Lua, as estrelas, as chuvas, os trovões, as tempestades etc. Os indígenas ainda são assim. O passo seguinte foi o de tentar algum tipo de contato com essas "entidades superiores".

Homens muito especiais, pelo seu poder de concentração e raciocínio, e principalmente de convencimento, acreditaram que podiam "conversar" com os deuses e obter seus favores. Criam que caça abundante, por exemplo, era consequência do atendimento de seus pedidos para que isso ocorresse. Ou que quando esta escasseava, era por causa de algum deslize ou afronta às divindades, que exigiriam reparação. Convenceram suas comunidades de que só eles tinham esse poder. Surgiu, assim, a classe dos sacerdotes e com ela a religião (de "religare", religação com Deus) institucionalizada.

As pessoas convencidas pelos "intermediários" entre os deuses e os homens, não questionavam seus ensinamentos. Limitavam-se a acreditar. Tinham "fé". Ou seja, criam no incrível, sem a mínima sombra de dúvida, mesmo que a crença contrariasse toda e qualquer lógica. Alguns tornavam-se fanáticos e queriam impor aos outros, não raras vezes de maneira violenta, aquilo que lhes fora ensinado pelos sacerdotes. Muito sangue foi (e continua sendo) derramado em nome da religião.

Com o passar do tempo, a natureza dessa entidade misteriosa e apenas intuída ou idealizada, Deus, mudou, de acordo com os vários povos e seus estágios de civilização. Surgiram os deuses antropomórficos dos gregos e romanos, por exemplo, com características, vícios e paixões humanos. Ou os mágicos indianos. Ou o Deus único dos judeus, também sujeito a iras, rompantes, dúvidas e erros, como os homens, mas com poder absoluto.

Dele, derivou o dos cristãos, o do "três em um". Quem está certo? Quem não está? As igrejas são o único meio válido para que o homem se aproxime de seu Criador? É possível "conversar" com Deus? Há, de fato, outra vida, invisível, espiritual, além desta? Em caso afirmativo, existem, de fato, requisitos para nos credenciar a ela? Ninguém sabe, embora haja tantos que se arroguem em doutores nessa matéria. O que existe são especulações e nada além delas. Apenas uma certeza subsiste, que ciência alguma ou qualquer espécie de racionalização conseguiu derrubar: Deus existe!.

Como ele é, quais suas manifestações, qual o alcance de seu poder, sua eternidade etc, escapam ao entendimento humano. Tudo isso que nos cerca não pode, e certamente não é, fruto do "acaso". E se for, essa casualidade seria Deus, dada sua perfeição. O importante não é o nome que se lhe dá. E muito menos as explicações e tentativas de racionalização feitas pela instituição "religião". Trata-se de um conceito muito íntimo de cada um.

Provavelmente, não há duas pessoas, mesmo que supostamente seguidoras da mesma fé, que entendam Deus exatamente da mesma forma. O livro de Fernando Bressane, "Psicologia e Cristianismo" (inédito) é uma tentativa de racionalizar um conceito que ainda é irracional para a maioria dos 7,6 bilhões de seres humanos que há no Planeta.

Didático e fascinante, não apenas pelo tema, mas pela forma de exposição, vale-se de uma série de disciplinas oriundas da Filosofia, para explicar a evolução do pensamento religioso nos últimos séculos, até chegar aos nossos dias, mormente do cristianismo, pretensamente professado por pouco mais de um bilhão de indivíduos no mundo, cuja maior parte, na verdade, ainda mantém as práticas religiosas do humanoide das cavernas. Daquele que teve o lampejo de que "alguém" ou "alguma força" o criou, mas que não avançou nas especulações sobre "quem" ou "o quê" foi.

Os cristãos, ao longo dos mais de dois milênios de sua vinda, desumanizaram Jesus Cristo. Tiraram a sua grandeza. Não entenderam a sua mensagem. Não desvendaram (e sequer tentaram) seu mistério. Comercializaram sua imagem. E em seu nome, muitos praticam exatamente tudo o que Ele condenou.

A humanidade, em termos de especulação no campo religioso, teve inegável evolução, pelo simples fato de hoje ser possível externar ideias diferentes dos dogmas das igrejas institucionalizadas. Há somente dois séculos, isso poderia equivaler ao suicídio. A simples menção do assunto, que não fosse de conformidade com os cânones do Vaticano, valeria uma condenação por heresia por tribunais da "Santa Inquisição". O incauto estaria sujeito à fogueira ou, na melhor das hipóteses, à masmorra, para "reeducação".


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Saturday, September 22, 2018

Reflexão do dia


TECNOLOGIA TORNANDO A VIDA MAIS FÁCIL E MAIS 

AGRADÁVEL

As novas “engenhocas” eletrônicas, cada vez mais surpreendentes e sofisticadas, à nossa disposição no mercado, estão mudando nossos hábitos domésticos (entendo que para muito melhor) e imprimindo mais qualidade de vida aos (ainda) privilegiados usuários. Aos poucos, eles vão se popularizando, tendo preços acessíveis e deixando de ser novidades. Por exemplo, há algum tempo, eu não tinha a mais remota ideia da existência daquele aparelhinho desenvolvido pela Apple, conhecido como Ipod, que muitos dos meus colegas alegavam ter. Ele originou outros similares, mais avançados, como o mp3. Há um ano, ganhei de presente um modelo ainda mais sofisticado, o mp4. Hoje, esse aparelhinho, do tamanho de um telefone celular, super prático, pequeno e leve, embora já superado por outros mais avançados, tornou-se indispensável não somente para meu entretenimento, mas para meu relax. Como o equipamento é movido a bateria, recarregável no computador, pode permanecer ligado a noite inteira, que não consome energia elétrica a mais. E é o que faço. Há já um ano, não durmo sem que ele esteja ligado, bem perto do meu ouvido, na cabeceira da cama, reproduzindo as músicas da minha preferência. Claro que esta só pode ser suave, a dos clássicos. Assim, “durmo com os anjos”.


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PESCA EM ÁGUAS TURVAS

Prosseguindo em minha tentativa de “pesca em águas turvas”, tenho uma nova proposta a fazer às editoras. Diz-se que a internet dá visibilidade a escritores e facilita negócios. É isso o que venho tentando, há algum tempo, conferir. Tenho mais um livro, absolutamente inédito, a oferecer. Seu título é: “Dimensões infinitas”, que reúne 30 ensaios sobre temas dos mais variados e instigantes. Abordo, em linguagem acessível a todos, num estilo coloquial, assuntos tais como as dimensões do universo (tanto do macro quanto do microcosmo), o fenômeno da genialidade, a fragilidade dos atuais aparatos de justiça, o mito da caverna de Platão, a secular busca pelo lendário Eldorado, o surgimento das religiões, as tentativas de previsão do futuro e as indagações dos filósofos de todos os tempos sobre nossa origem, finalidade e destino, entre outros temas. É um livro não somente para ser lido, mas, sobretudo, para ser refletido. Meu desafio continua sendo o mesmo de quando iniciei esta tentativa de “pesca em águas turvas”. Ou seja, é o de motivar alguma editora a publicá-lo, sem que eu precise ir até ela e nem tenha que contar com algum padrinho, mas apenas pela internet, e sem que eu precise bancar a edição (já que não tenho recursos para tal). Insistirei nesta tentativa todos os dias, sem limite de tempo. Para fecharmos negócio, basta que a eventual editora interessada (e espero que alguma se interesse, pois o produto é de qualidade) entre em contato comigo no inbox do Facebook ou pelo e-mail pedrojbk@gmail.com. Quem se habilita?


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CITAÇÃO DO DIA:


Ciência e miséria 

Não é mais a religião que condena os trabalhadores à miséria, é a ciência.

(Paul Lafargue).



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