Friday, September 22, 2017

PRESERVAÇÃO DE EXPERIÊNCIAS E REFLEXÕES
A tendência humana à racionalização foi além, muito além da criação de mitos. Precisava “explicar”, com lógica, “racionalmente”, como essas supostas entidades poderosas, sobre-humanas, criaram o mundo. Dessa forma, inventou a cosmogonia, com deuses que encarnavam a natureza, mesclados com aspectos da condição humana. Estavam lançados os fundamentos da religião (uma das primeiras grandes criações humanas), inicialmente como manifestação de inteligência. Ou seja, de uma tentativa de “explicar” a realidade através do mito. Mais tarde, como instituição, se diversificou, até que chegasse à infinidade de crenças que existe hoje. Naqueles tempos remotos, e heroicos, a comunicação de ideias era façanha, mesmo dentro dos primitivos clãs. A primeira linguagem, certamente, era uma algaravia de grunhidos, chiados, rosnados e outros tantos sons, acompanhados de gestos. Mas possibilitava comunicar as necessidades básicas do cotidiano. Com o tempo, contudo, teve um desenvolvimento notável, de geração para geração. Aquela forma rudimentar e selvagem de comunicação foi, gradativamente, se racionalizando. À medida que o tempo passava, foram sendo criados novos símbolos, mais simples, mais enfáticos, que aos poucos se popularizaram. Todavia, quer a transmissão de ideias, quer a preservação das crônicas do cotidiano, como caçadas, guerras, catástrofes e experiências, dependiam, exclusivamente, da memória. Passavam, pois, de uma geração a outra, bastante deturpadas em relação à comunicação original. Ainda assim, mesmo que parcialmente, foram preservadas.



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Mudança e consciência


Pedro J. Bondaczuk

O brasileiro está ávido, mais do que nunca, para mudar, dentro do possível, as coisas neste país, quer na política, quer na economia, quer no esporte ou no relacionamento social. Daí ser tão crítico e implacável em relação àquilo que notoriamente está errado, é vicioso ou não funciona.

Às vezes, no entanto, descamba para o exagero e generaliza. Inclui no mesmo rol honestos e corruptos, esforçados e indolentes, relapsos e competentes. E isso nada constrói. É freqüente vermos tal atitude no dia a dia. Quando se refere a políticos, a generalização já se tornou um hábito. Todos são classificados indistintamente como corruptos, oportunistas, cínicos, etc., mereçam ou não. Claro que esse comportamento não é construtivo e sequer inteligente.

Em relação às próximas eleições, é possível observar três atitudes diferentes do eleitor em potencial. Um grupo, reduzido por enquanto, procura se informar sobre os candidatos, sobre a parafernália de siglas em que se transformou a vida partidária brasileira e principalmente acerca das propostas dos que aspiram à Presidência da República. Ainda não formou qualquer juízo. Dos postulantes aos governos estaduais, pelo menos a esta altura da campanha, pouco tem se informado.

O segundo grupo, um pouco mais numeroso, não esconde o seu descontentamento com a classe política nem seu ceticismo de que possa haver alguma evolução positiva. Os que o integram se preparam para dar um voto de protesto, escolhendo candidatos comprometidos em mudar por completo os rumos do País. Sejam viáveis ou não essas mudanças.

Finalmente, há uma imensa maioria, dividida entre omissos e mal informados. Os primeiros são os que classificam "todos os políticos de ladrões". Argumentam que, por essa razão, vão votar em branco ou anular seus votos. Estão no seu direito.

Os segundos, entre os quais se incluem os analfabetos, sabem que o País vai ter eleições, mas não atinam sobre a sua importância. Têm noção muito vaga dos candidatos e dos cargos que eles vão disputar. Constituem-se na eterna massa de manobra, com a qual os políticos com "p" minúsculo, os oportunistas, os medíocres e os que apenas querem "se arrumar" contam para fazer carreira. Compete aos partidos mudar esse quadro.

(Artigo publicado na página 2, Opinião, do Correio Popular, em 22 de julho de 1994).



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Formalidade do ensinar

Pedro J. Bondaczuk

O ato de ensinar, seja lá o que for, para outras pessoas, requer uma série de virtudes de quem se propõe a assumir essa missão. Entre estas, destacam-se a paciência, a perseverança, o otimismo, o bom-senso e amor, muito amor pelo que se faz. Há, porém, quem consiga ensinar sem contar com nenhuma dessas características? Há, embora essa ausência comprometa a eficácia.

Todavia, há uma formalidade sem a qual ninguém consegue transmitir nada (nem informações, nem conhecimentos, nem conceitos, nem experiências etc.) para ninguém. Para ensinar os outros é preciso, antes de tudo, “saber”. “Óbvio!”, dirão alguns, sem sequer refletir ou pestanejar. A questão deveria ser encarada, de fato, com essa obviedade. Mas não é.

Há muita gente por aí tentando ensinar os outros sem que sequer saiba plenamente a respeito do que se propõe a transmitir. Há muitos professores despreparados, sem ter cursado, sequer, os quatro primeiros anos do Ensino Básico, lecionando, por este Brasil afora, para suprir a ausência de mestres qualificados.

Convenhamos, a remuneração paga a quem assume essa missão fundamental em qualquer sociedade é um escândalo. Não motiva ninguém a seguir a carreira do Magistério e nem a se preparar adequadamente para essa função, quando já está em seu exercício. Interesses outros,. de políticos despreparados, que não um ensino de qualidade, notadamente nas escolas públicas, destinadas à população de baixa renda, prevalecem e redundam na “deformação”, em vez da formação, de parte considerável das futuras gerações.

Infelizmente, há muita gente tentando ensinar o que não sabe, ou que sabe apenas superficialmente (o que, às vezes, é pior do que não saber por completo) num arremedo de educação. Tais professores “fingem” que ensinam e seus alunos, em contrapartida, “fingem” que aprendem. Trata-se de um processo em que todos perdem, principalmente o País.

Faço estas observações com a experiência de quem já se propôs a ensinar (e, de fato, ensinou) a uma centena de jovens, a princípio não muito interessados em aprender. Esta época de aprendizado (pelo menos do básico) coincide com a fase mais difícil da vida de qualquer pessoa: a da rebeldia (geralmente sem causa) e da autossuficiência, ditadas, exclusivamente, pela falta de maturidade.

Os alunos (salvo exceções) são adolescentes, em várias fases da adolescência, que atravessam um período de transformações físicas e não entendem sequer o que se passa em seus próprios corpos, quanto mais no mundo. É aí que o mestre tem que se mostrar melhor preparado, para ensinar não somente os itens do currículo da matéria que leciona, mas as regras básicas do comportamento, que irão prevalecer na seqüência da vida de seus pupilos.

Tem que estar preparado para responder a todas as perguntas, referentes ou não ao objeto de estudo. Nos tempos de faculdade, para poder custear meu curso, restou-me, apenas, como opção, colher as migalhas pagas pelas instituições de ensino aos seus mestres. Sem querer me engrandecer e nem exaltar meus supostos méritos, porém, posso afirmar que jamais fui confrontado por alguma pergunta que não soubesse responder.

Foi o período mais trabalhoso da minha vida. Além de ter que estudar as matérias do curso que fazia na faculdade, tinha que fazer isso em dobro na preparação das aulas que teria que ministrar. Foi, porém, a época em que mais aprendi. Jamais cheguei diante da classe sem saber a fundo o que pretendia transmitir.

O desafio maior que enfrentei foi o de conquistar a confiança dos meus pupilos. Foi o de mostrar, antes e acima de tudo, a relevância da matéria que estava lecionando para as suas vidas. Parece fácil, não é verdade? Tentem, porém, por um único dia que seja, para descobrirem o tamanho do desafio que isso implica.

Até hoje ainda não sei se tinha (ou se tenho) vocação para o Magistério. Contudo, minha classe foi, de toda a escola, a de menor índice de reprovação. E isso ocorreu não porque eu eventualmente fizesse vistas grossas aos supostamente parcos conhecimentos dos meus alunos. Pelo contrário, eu era tido e havido como o professor mais rigoroso e parcimonioso na atribuição de notas de toda a escola.

O que consegui foi a empatia dos adolescentes. Foi prender sua atenção, não com gritos, expulsões de classe, ameaças ou demorados e cansativos sermões, como os professores fazem, via de regra, para impor e manter a disciplina. Isso foi possível graças, unicamente, à credibilidade que conquistei.

E como logrei essa façanha? Da única forma que jovens na tenra idade se convencem: mostrando-lhes que “sabia” o que me propunha a ensinar. Esse é, pois, o caminho (creio que único) para assegurar a qualidade de ensino, que ainda deixa tanto a desejar em nosso País.


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Thursday, September 21, 2017

FILOSOFIA OU “AMOR À SABEDORIA”
Foi para tentar responder a milhares e milhares de questões que aguçavam sua curiosidade que o homem criou o que os gregos denominaram de “filosofia” (cujo significado é “amor à sabedoria”). Trata-se de um exercício mental que se caracteriza, sobretudo, pela persistente e incessante procura de compreensão da realidade. É incansável tentativa de apreensão do significado de cada coisa, individualmente, e da sua inserção num todo. É a necessidade psicológica de responder àquelas questões básicas, primitivas, fundamentais (onde estou? o que sou? de onde venho? para onde vou?) que o primeiro homem formulou (não se sabe quem, como, quando e onde, mas que se tem a certeza que alguém fez um dia), produzindo a primeira e, certamente, a mais importante revolução já feita no Planeta: a da inteligência. Mas a propensão do homem pelo fantástico é irresistível. Por isso, para explicar o sol, a lua, as estrelas, o dia, a noite, as estações do ano, os ciclos da natureza etc., criou, em sua mente, seres poderosos e imortais, nos quais passou a acreditar piamente, sem se dar conta que eram frutos da imaginação. Tão logo intuiu o sentido de divindade, de um criador de tudo o que o cercava e dele próprio, esse animal fantástico e exótico “criou” o primeiro mito. E não parou de criar novos e novos e novos...



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Estamos perdendo até a privacidade

Pedro J. Bondaczuk

As maravilhas tecnológicas do mundo contemporâneo, que facilitam tanto a nossa vida (e algumas garantem, até, seu prolongamento), se mal aplicadas, podem acabar se tornando instrumentos de dominação nas mãos de pessoas inescrupulosas. Um dos aspectos em que esta era, de engenhocas eletrônicas, mais agride o cidadão é o referente à sua privacidade. Quando o escritor britânico, de origem indiana, Eric Arthur Blair, escreveu seu livro “1984”, hoje verdadeiro clássico, sob o pseudônimo de George Orwell, o Estado policial que ele descreveu, onipresente, que tudo sabia e tudo controlava, foi interpretado como algo demasiadamente fantasioso para ser levado a sério.

Dizia-se que era imaginativa ficção. Hoje, todavia, com os inúmeros recursos de espionagem (antes usados apenas contra pessoas que ocupavam altos cargos governamentais) sendo voltados contra cidadãos comuns, essa infeliz situação não está muito distante de se concretizar. Bancos de memória de computadores dispõem, na atualidade, de quase tudo o que se possa saber sobre cada um de nós, sob os mais variados pretextos. Nossos tropeços comerciais (como se alguém estivesse a salvo de atrasar alguma conta ou deixá-la de pagar por falta de dinheiro) permanecem gravados ad aeternum, a nos fecharem as portas em transações e a nos causarem embaraços, onde quer que estejamos. Nosso telefone pode estar grampeado, para conferir mera suspeita sobre nossa conduta.

O princípio elementar de Justiça, de que todos são inocentes até que se prove o contrário, foi subvertido. Hoje somos nós, e não quem eventualmente nos acuse, que temos que provar nossa inocência. O postulado passou a ser, na prática: “toda pessoa é suspeita de algum delito a menos que comprove sua inocência”.As revelações feitas por duas revistas norte-americanas, sobre a vigilância que vários órgãos do governo dos EUA exerceram (e exercem) sobre grandes escritores do país, nos últimos 50 anos, reforça nossa impressão de que o Estado onisciente, descrito por Orwell em “1984”, está aí, suprimindo a privacidade dos cidadãos. E justo nessa sociedade, tida e havida como hiperdemocrática, como a terra da irrestrita liberdade.

A salvaguarda do inalienável direito à privacidade ainda é a corajosa imprensa norte-americana. É o sábio artigo da Constituição dos Estados Unidos, que os artífices da independência desse país legaram à posteridade, assegurando o sagrado e absoluto direito à informação, sem qualquer espécie de censura ou de restrição. É nisso, principalmente, que Tio Sam difere do urso soviético. Na URSS, os veículos de comunicação estão todos atrelados a esta entidade abstrata, a esse monstro imaginário de mil olhos e mil ouvidos chamado de “Estado”. Falta independência à sua imprensa para lutar contra qualquer tipo de garantia de privacidade, mesmo que mínima. Se um dia conseguirem calar os jornalistas norte-americanos… Nem é bom pensar no que poderá acontecer…

(Artigo publicado na editoria Internacional do Correio Popular em 1 de outubro de 1987).


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Inato e adquirido

Pedro J. Bondaczuk

O processo de formação do ser humano é contínuo e ininterrupto, do nascimento à morte. E sequer me refiro às transformações físicas, psíquicas, comportamentais etc., que ocorrem a cada milésimo de segundo, até que ocorra a mudança final e definitiva: ou seja, o retorno ao pó de onde viemos.

Somos a soma do inato com o adquirido. Herdamos potencialidades genéticas de gerações e gerações de antepassados, diria que até do casal original da espécie, do qual somos descendentes, obviamente. Poucas delas, é verdade, conseguimos tornar concretas ao cabo da nossa vida.

A nossa parte “adquirida” é a que prevalece na formação do que chamamos de “personalidade”, ou seja da nossa forma de ser, pensar, agir e reagir face ao mundo que nos cerca que, mesmo que seja semelhante à de muitos espécimes da espécie, é rigorosamente original e única.

Tomemos, por exemplo, dois gêmeos “parecidos” em tudo, desses que é impossível distinguir um do outro no que diz respeito às características físicas. Ambos podem ter o mesmo timbre de voz, idêntica forma de olhar, gestos que sejam a cópia exata um do outro, enfim, não ter nada que os diferencie um do outro, no que se refere à aparência física. Você, certamente, já viu irmãos assim. Podemos, pois, afirmar que os dois são iguais, cópias sem tirar e nem pôr um do outro? Jamais! De fato, não o são.

Ambos podem até ter as mesmíssimas potencialidades genéticas (embora isso jamais tenha sido comprovado com rigor científico). Suponhamos que de fato tenham. Mesmo assim, jamais haverá “igualdade” entre eles. Serão diferenciados no aspecto das características “adquiridas”. Certamente, não conhecerão as mesmas pessoas que os influencie por igual, não lerão os mesmos livros, não ouvirão as mesmas músicas etc.etc.etc.

Machado de Assis trata desse assunto no magnífico romance “Esaú e Jacó”. Os gêmeos do enredo, no aspecto externo, eram dos tais de nos confundirem a cabeça, por não conseguirmos distinguir diferenças, a não ser na convivência diária e assim mesmo prestando muitíssima atenção.

Ambos, contudo, tinham comportamentos, gostos e personalidades não somente diferentes, como opostos. Por isso, mantinham, entre si, interminável relação de amor e ódio. Embora no íntimo sentissem afeto um pelo outro, eram inconciliáveis antagonistas, ferozes adversários e, em certo aspecto, inimigos.

Faça uma análise íntima e serena e verá o quanto você mudou ao longo dos anos (não importa de quantos). Certamente, concretizou muitas de suas potencialidades genéticas, mas a maioria, por causa das circunstâncias que você teve que encarar, ficou não apenas adormecida, como foi neutralizada.

No entanto, você está vivo. Mesmo que desgastado fisicamente, o que é um processo absolutamente natural, caso propicie a você próprio condições favoráveis, poderá se surpreender com os resultados, fazendo coisas (boas ou más) que não julgava ser possível e nem capaz.

Conheço o caso de uma pessoa que sempre sonhou em ser médica, mas as circunstâncias lhe eram absolutamente adversas. Teve, por exemplo, que abandonar os estudos no colegial, para assegurar o sustento da família, notadamente do pai, que sofreu doença incapacitante e por isso, não mais podia trabalhar.

O tal sujeito, porém, nunca desistiu do seu sonho. Após a morte dos pais, constituiu família e teve, claro, que sustentar os filhos. E tome mais trabalho. Com a prole criada, todavia, surpreendeu todo o mundo ao anunciar, lá um belo dia, aos setenta anos, que faria o vestibular de Medicina. Foi um Deus nos acuda. Chegaram a afirmar que isso era sintoma de senilidade. Não era.

A família tentou demovê-lo dessa intenção. “Afinal, que tempo teria para exercer a profissão, caso não morresse antes de completar os estudos?”, era o principal argumento dos que queriam evitar que esse homem ousado se submetesse aos esforços exigidos para concretizar o então aparentemente impossível ideal. Em vão. Ele persistiu, contra tudo e contra todos.

Em suma, para não me alongar muito, digo que passou no vestibular, e entre os primeiros da turma, completou a faculdade, fez residência e, aos 80 anos, começou a clinicar. Pensam que, então, ele entregou os pontos? Engano. Trabalhou com afinco e dedicação por dez produtivos e inesquecíveis anos, em que salvou muitas vidas.

Este soube desenvolver seu lado inato, com a vivência e com a experiência, ou seja. com o aspecto adquirido, para a formação definitiva da sua personalidade. Em vez de se deixar abater pelas circunstâncias, derrotou-as. Você também pode, caro leitor, não importa qual seja sua idade ou condição, obter o mesmo resultado, ou até melhor, desde que de fato queira e aja para concretizar sua vontade. Quer uma sugestão?
Pelo menos, tente!


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Wednesday, September 20, 2017

MITOS SÃO TENTATIVAS DE EXPLICAÇÕES
O mito, em linhas gerais, é entendido, em seu sentido mais comum, como narrativa de acontecimentos “fabulosos” (ou heroicos), perdidos no tempo. Quando foi que, pela primeira vez, o homem tomou consciência de que existia, de que estava em um lugar que para ele era totalmente desconhecido (e provavelmente hostil), e passou a analisar o que via, ouvia, sentia e pensava? Provavelmente, jamais saberemos. Mas não é difícil de se intuir “como” isso se deu. Um dos seus questionamentos, certamente, foi: quem criou este mundo imenso e tão cheio de mistérios? Outro: o por quê da alternância da luz e das trevas, do frio e do calor? E dessas perguntas, outras tantas foram surgindo, aos borbotões. Como: “o que eram aqueles pontinhos luminosos que ele via à noite no espaço?” “Por que, em determinadas ocasiões, caía água do alto e em outras não?” “Qual o processo que ocasionava um frio intenso em certo período e o renascer das plantas e das flores, com o calor, em outro, em ciclos sucessivos que se repetiam?” E, a rigor, até hoje surgem milhões e milhões, bilhões e bilhões, infinitas perguntas que carecem de resposta. Quanto mais o homem descobre, mas há para descobrir.


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Momento de definições


Pedro J. Bondaczuk


O momento atual, de definições políticas e econômicas que não podem mais ser adiadas, é dos mais ricos em termos de possibilidades, embora implique em escolhas que podem melhorar ou piorar o País. Está em andamento um plano de estabilização de médio prazo, gerando tensões e incertezas em trabalhadores, banqueiros e empresários.

Ainda mais quando se sabe que o condutor do programa, o ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, está em vias de deixar o cargo para postular responsabilidade ainda maior: a Presidência da República.

Os partidos movimentam-se, lançando "balões de ensaio" sobre eventuais candidaturas, traçando estratégias e negociando alianças. Aos poucos, o quadro sucessório começa a ganhar contornos mais nítidos, menos provisórios, que se consolidarão de vez a partir de maio, quando da realização das convenções partidárias.

E a revisão constitucional, mais uma vez alardeada pelos demagogos como a "salvação da lavoura", a quantas anda? Segue um ritmo irritantemente moroso. Até mesmo matérias tidas como consensuais arrastam-se em discussões, quando não se tropeça na crônica falta de quorum.

Os "gazeteiros", aqueles que não exercem com a devida responsabilidade a procuração que o eleitorado lhes conferiu nas urnas, nas eleições passadas, seguem ditando o ritmo do processo. Ou seja, a passos de tartaruga.

Outro assunto pendente, a exigir as atenções gerais, é o da cassação dos que foram apontados como integrantes da quadrilha que lesou o Orçamento da União no relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito, instalada em outubro passado, para investigar um dos maiores escândalos envolvendo o Parlamento brasileiro.

Como se esperava, o processo emperrou na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados e a própria imprensa se desinteressou do assunto, por absoluta falta de novidades.

Por enquanto, o único "anão" envolvido na monumental mazela, a pique de ser cassado, é o considerado "chefe" deles, o "sortudo" João Alves. Quanto aos demais... Por enquanto, nada. Há, como escrevemos neste mesmo espaço, tempos atrás, "um terrível cheiro de pizza no ar".

Tomara que estejamos enganados, para o bem da credibilidade do Congresso, instituição de fundamental importância em qualquer democracia que se preze, que deve ter na ética o seu fundamento maior.

As preocupações gerais, por enquanto, como é óbvio, giram em torno da já emblemática Unidade Real de Valor, a tão comentada e pouco compreendida URV. Os trabalhadores argumentam com perdas salariais na correção de seus salários, os oligopólios --- tão comentados, mas raramente identificados com a figura fantasmagórica do "atravessador" --- a pretexto de jogarem na defensiva, remarcam seus produtos, sem esta ou mais aquela, em 50%, 100%, 180%, 250%, de acordo com sua delirante fantasia e falta de patriotismo (para não dizer outra coisa).

De qualquer forma, bem ou mal, já que estamos neste barco e não sabemos como mudar seu rumo, a melhor política é cooperar. Quem sabe desta vez, pelo fato de estarmos absolutamente descrentes do sucesso da empreitada, acabaremos ancorando em algum porto seguro. Tomara que sim, para que finalmente nossa vida adquira algum sentido que não seja apenas o de como pagar nossas contas no final de cada mês.

(Artigo publicado na página 2, Opinião, da Folha do Taquaral, em 19 de março de 1994).


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Gigantes da espécie

Pedro J. Bondaczuk

O gênio, ao mesmo tempo em que é fascinante, é assustador, notadamente para o medíocre, o invejoso e o fútil. Quase nunca reconhecido pelos contemporâneos, é combatido pelos néscios e curtos de inteligência e, não raro, reprimido pelos poderosos. Estes veem nele permanente perigo para seus propósitos de manterem as massas submissas e em estado de ignorância, para que ninguém, claro, conteste, ou coloque em xeque, seu poder. Mas é o que faz a diferença em seu século e projeta sua grandeza tempo afora, muito além da própria vida.

A genialidade se manifesta, via de regra, por três formas: pelo raciocínio, imaginação e ação. Raramente uma mesma pessoa reúne, simultaneamente, todas essas características. Quem o faz, é mais do que grande homem, mais até do que gênio: é o que denomino de Gigante da Espécie. Tenho profunda reverência por ele. Procuro, com minhas limitações e deficiências, imitá-lo o tanto que me seja possível. Exalto-o sem cessar, grato pelos incontáveis benefícios – intelectuais, espirituais e até materiais – que me traz.

Quem se destaca pelo raciocínio, profundo, lúcido e prático, é uma espécie de farol em uma noite de tempestade em alto mar. Ilumina o caminho, impedindo que a nossa nau se choque com arrecifes de enganos e falsidades e nos guia, com segurança e certeza, para o benfazejo porto da verdade. São os grandes filósofos, os argutos pensadores, os que raciocinam com lógica e derrubam, com sua luz, as grossas muralhas dos dogmas e sofismas.

Cabe, aqui, uma explicação. Raros, raríssimos são os textos que escrevo em que não faça alguma citação. A maioria das pessoas (infelizmente) não tem clarividência para entender atitudes alheias. Desmancha-se em críticas a qualquer coisa que fuja do convencional e prefere fazer extrapolações negativas (e burras), além de atribuir intenções que, de fato, os criticados não têm.

Já fui acusado, até, de plágio, por causa das citações que faço. Tremenda besteira! Basta ir à obra citada para perceber que o contexto é bem diverso do que abordo. Poderia suprimir o que cito sem que o texto perdesse integridade, coerência e originalidade. Meu único intuito, porém, é o de homenagear o citado. E nada e ninguém me impedirão de manifestar reverência por estes gênios.

Também já me acusaram de “narcisismo intelectual” por me utilizar de citações. Meus acusadores dão a entender que cito esses gigantes da espécie “somente” para exibir erudição. Esta é de lascar! Então, num texto, o que devo expressar é minha ignorância e boçalidade?! É o que devo transmitir aos meus fiéis leitores?! É proibido ser erudito?! A superficialidade e a tolice é que devem prevalecer?! Quem pensa isso de mim, que me faça um favor: não me leia! Passe a anos-luz de distância dos meus textos, combinado?

Há quem se destaque pela imaginação. São os grandes artistas, que nos abrem, de par em par, as portas da beleza e nos levam a enxergar a vida em sua verdadeira dimensão e não esta das aparências do cotidiano, violenta, cinza-chumbo, estúpida e mesquinha. São os que mais admiro e requisito e, sobretudo, procuro imitar, por serem os gênios da atividade que me seduz e que coloquei como missão de vida, que é o manejo das letras.

Há, também, os grandes homens que se destacam pela ação. São os empreendedores por excelência, os realizadores, os que fazem aquilo que os tíbios e omissos consideram impossível. São os campeões esportivos, os que ampliam os limites da capacidade e da resistência física para muito além de onde encontraram. São os líderes de multidões, que conduzem povos a seus grandiosos destinos.

E há, finalmente (estes sim raríssimos) os que conseguem reunir, simultaneamente, as três características: raciocínio, imaginação e ação. Que outra denominação lhes caberia senão a de Gigantes da Espécie?

Realizam obras superiores em verdade, beleza, bondade e utilidade. Em geral, enquanto vivos, não ganham destaque na imprensa. Não freqüentam manchetes de jornais, infelizmente restritas a bandidos, assassinos, traficantes, canalhas, corruptos e avaros. Não lhes erguem estátuas em praças públicas e nem são nomes de ruas e avenidas das grandes cidades.

São difíceis, até, de serem identificados, dadas sua modéstia, humildade e discrição. Mas existem e atuam o tempo todo, preservando a verdade, a beleza e as realizações humanas. São os sustentáculos da civilização. São gênios, como ressaltou Eça de Queiroz, no livro “Notas Contemporâneas”, “cuja natureza não está suficientemente explicada, mas que constituem uma força infinitamente maior que o simples talento, o simples gosto ou a simples virtude”. Que outra qualificação lhes dar, pois, que não Gigantes da Espécie?


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Tuesday, September 19, 2017

O “ANIMAL NO HOMEM”
O filósofo chinês, Lao-Tsé, observou que “existe o animal ainda no homem; mas não é certo que todo o homem exista no animal”. Embora ambos tenham funções biológicas às vezes assemelhadas, quando não iguais, o ser humano tem essa característica especial, privilegiada, única que o distingue das demais criaturas: a capacidade de pensar e, sobretudo, de elaborar ideias. E, através da imaginação, de “criar”. Mediante a utilização do mito, temos a possibilidade de tornar compreensíveis conceitos bastante complexos, às pessoas de menos preparo intelectual que, de outra forma, não seriam compreendidos por elas. Jesus Cristo, por exemplo, utilizou esse tipo de símbolo, ou seja, as parábolas, para transmitir mensagens de compreensão, solidariedade, fraternidade e amor. Platão, igualmente, se valeu do mito para expressar o que intuía ser o que de mais transcendental o homem possuía: a ideia. Outros tantos sábios recorreram a esse recurso para ilustrar multidões.



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Livros que recomendo:
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Balbúrdia Literária” – José Paulo Lanyi – Contato: jplanyi@gmail.com
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