Monday, September 01, 2014

Queiram ou não os empedernidos egoístas, todos somos obrigados a cooperar uns com os outros, para manter este arremedo de civilização e até para assegurar nossa sobrevivência. Cada qual desempenha um papel, de acordo com suas aptidões: o médico, o pedreiro, o engenheiro, o jornalista, o lixeiro, o padeiro etc. Imaginem se não fosse assim! Seria o caos. Imperaria a lei das selvas. A despeito de todas as imperfeições, desmandos e aberrações, bem ou mal, é esse espírito cooperativo (raramente espontâneo) que mantém coesas as sociedades e lhes confere um toque mínimo de organização. É certo que essa cooperação poderia ser mais ampla, se não absoluta, envolvendo todos os povos. O homem, a despeito do seu imenso potencial de inteligência, porém, ainda tem enorme dificuldade de assimilar as realidades mais simples e óbvias. Por isso, complica, desnecessariamente, sua vida, quando poderia torná-la muito mais fácil e simples.


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Governo decepciona

  
Pedro J. Bondaczuk


A “Alianza Popular Revolucionária Americana”, APRA (conhecida, atualmente, só como Partido Aprista), ficou distante de Presidência da República do Peru, virtualmente, desde a sua criação, em 1929, através de Haya de La Torre. A despeito de ter sido, ao longo de todos esses anos de jejum do poder, a agremiação política mais popular do país, e a mais organizada, e mais antiga, da América do Sul, não conseguia eleger um único presidente. Até porque, os militares não deixavam.

Ambos eram inimigos históricos, desde a revolta de 1932, na cidade de Trujillo, quando o povo, insuflado por políticos, matou vários oficiais. E quando, em represália, um conselho de guerra comandou o fuzilamento de três mil civis.

Havia, portanto, muita expectativa no Peru sobre quais seriam os rumos que os apristas imprimiriam ao Estado caso um seu representante viesse a chegar à Presidência da República. E em 1986, finalmente, isso aconteceu. Um integrante da ala jovem do partido, Alan Garcia Perez, foi eleito presidente.

Mas no momento em que esse político atinge o limiar do quarto ano de mandato, o sentimento entre os peruanos é de decepção. Mais do que isso, de frustração. Identificada como uma facção de centro-direita, a administração da APRA está conseguindo descontentar a gregos e troianos, ou seja, tanto a centristas, quanto a esquerdistas.

A verdade é que hoje, dificilmente, é possível encontrar alguém no Peru que possa afirmar que está satisfeito com o atual governo. A inflação (embora muito distante de ser tão voraz quanto a brasileira) segue inexorável escalada rumo ao patamar de três dígitos, podendo fechar o ano em torno de 200%.

A violência campeia por todo o país e, o que é pior, toda uma geração de jovens está relegada ao abandono, sem que as autoridades façam qualquer coisa para evitar que milhões de meninos e de meninas caiam na marginalidade.

As guerrilhas ultra-esquerdistas, em especial os grupos Tupac Amaru, que atua nas zonas urbanas, e o Sendero Luminoso, que age nas áreas rurais, seguem ceifando vidas e mais vidas, sem que se encontrem fórmulas que as desativem.

Esperava-se muito mais de Alan Garcia. Sua retórica de palanque havia impressionado a nova liderança latino-americana e vários observadores políticos, que acreditavam que, afinal, algum país da região iria poder contar com idéias novas e criativas para tentar solucionar os problemas locais, que acabam sendo comuns a todos os povos do hemisfério.

Mas, entre o discurso e a prática, vai uma distância enorme. E o que se viu, até aqui, foi uma gestão despida de criatividade, e de alternativas, mesmo tendo que se admitir que a solução para uma crise, como a vivida por toda a América Latina, sem distinção de qualquer país, é coisa para uma década, ou mais, e nunca para uma única administração.

(Artigo publicado na página 11, Internacional, do Correio Popular, em 29 de julho de 1988).


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Juízos sem fundamento

Pedro J. Bondaczuk

O leitor já notou o quanto as pessoas são afoitas em julgar, em formar opinião a propósito de alguém, ou de algum fato, com base em conhecimento superficialíssimo a respeito, e, não raro, sem nenhum? Não vou ao extremo de afirmar que “todos” ajam assim, porquanto isso seria uma generalização e detesto generalizar. Contudo, suspeito que ninguém escape desse nefasto e vicioso comportamento, mesmo que não seja habitual, mas uma vez ou outra. Pergunte-se a si mesmo, caro leitor, se “nunca” agiu assim e responda, mesmo que só por pensamento, com rigorosa sinceridade. Confesso que já cometi esse pecado, embora venha me policiando zelosamente para não reincidir no erro.

Esse comportamento não é e nunca foi novo. Eça de Queiroz, no já distante século XIX, constatou-o e tratou a respeito no livro “A correspondência de Fradique Mendes”. Hoje em dia, com as facilidades de comunicação proporcionadas pela internet, esses julgamentos afoitos e irresponsáveis são para lá de comuns. Leiam as mensagens do Facebook e do Twitter, por exemplo, e verifiquem quantas das opiniões emitidas têm ou não essas características. A imensa maioria tem! E nem é preciso muita análise para a detecção. Algumas manifestações, sobre temas complexíssimos, a que os maiores especialistas ainda não chegaram a nenhuma conclusão, saltam aos olhos de pessoas bem informadas, pelo ridículo.

Um exemplo? Lá vai. Quando os magistrados do Supremo debateram, e finalmente decidiram acatar, os embargos infringentes, no processo 470, que a imprensa rotulou de “mensalão”, choveram opiniões condenando a decisão. Ora, se esse princípio jurídico não é claro nem para os doutores em leis, para as maiores sumidades do Direito, como acreditar que pessoas – que a julgar pela linguagem adotada são, digamos, semi-analfabetas – estariam habilitadas a opinar com um mínimo de fundamento? Claro que não estavam e não estão. Mas a quantidade de opiniões emitidas, sem nenhum exagero, ascendeu aos milhões. Verifiquem nos arquivos do Facebook.   

Eça de Queiroz, em “A correspondência de Fradique Mendes”, assim escreveu a propósito: “Todos nós nos desabituamos, ou melhor, nos desembaraçamos alegremente, do penoso trabalho de verificar. É com impressões fluidas que formamos nossas maciças conclusões. Para julgar em política o fato mais complexo, largamente nos contentamos com um boato, mal escutado a uma esquina, numa manhã de vento”. O comportamento atual, nesta época de popularização das redes sociais é diferente? É!!! Por que? Porque é muito pior, por envolver muitíssimo mais pessoas.

Mas não é somente na esfera política que isso se verifica. Nós, escritores, sofremos, e muito, com esses julgamentos irresponsáveis, com os juízos apressados que não raro marcam para sempre determinado livro e seu autor com estigma negativo, quase sempre injusto, que muitas vezes arruínam carreiras que tinham tudo para serem promissoras. Eça de Queiroz escreveu o seguinte, sobre isso, em “A correspondência de Fradique Mendes”: “Para apreciarem, em literatura, um livro mais profundo, atulhado de idéias novas, que o amor de extensos anos fortemente encadeou – apenas nos basta folhar aqui e além uma página, através do fumo escurecedor do charuto. Principalmente para condenar, a nossa ligeireza é fulminante”. E não é?

Quantos livros, condenados pela “crítica”, que se percebe sequer foram lidos, mas apenas ligeiramente folhados a esmo, foram estigmatizados como sofríveis, medíocres ou coisa pior, quando na verdade eram e são excelentes?! Eu poderia citar dezenas de casos como este, quiçá centenas, mas não o farei, pois não quero comprar briga ciom ninguém. Bem que poderia.

Eça constatou ainda: “Com que soberana facilidade declaramos – ‘Este é uma besta!’ ‘Aquele é um maroto!’. Para proclamar – ‘É um gênio!’ ou ‘é um santo!’, oferecemos uma resistência mais considerada. Mas, ainda assim, quando uma boa digestão ou a macia luz dum céu de maio nos inclinam à benevolência também concedemos bicarbonato e só num lançar de um olhar distraído sobre o eleito, ofertamos-lhe a coroa ou a auréola, e aí empurramos para a popularidade um maganão enfeitado de louros, nimbado de raios. Assim passamos o nosso bendito dia a estampar rótulos definitivos no dorso dos homens e das coisas”. Isso no século XIX, quando os jornais estavam ainda “engatinhando”, não havia rádio, televisão, internet e muito menos redes sociais. Imaginem se Eça vivesse hoje! Talvez fosse acometido de apoplexia ou de fulminante infarto.

Para não me estender mais do que o habitual, encerro com mais este trecho do realista e genial escritor português: “Não há ação individual ou coletiva, personalidade ou obra humana sobre que não estejamos prontos a promulgar rotundamente uma opinião bojuda. E a opinião tem sempre, e apenas, por base aquele pequenino lodo do fato, do homem, da obra que perpassou num relance ante os nossos olhos escorregadios e fortuitos. Por um gesto, julgamos um caráter, avaliamos um povo”. Ao que aduzo: “infelizmente”.           


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Sunday, August 31, 2014

A invenção do zero foi uma das mais revolucionárias, ousadas e úteis criações da fértil mente humana. Produziu resultados impressionantes, que quase nunca (ou nunca mesmo) nos damos conta quando estudamos História. Raramente valorizamos isso e muitos vão até mais longe e, de maneira arrogante e estúpida, torcem o nariz diante dessa constatação. Parece uma coisa extremamente simples, que qualquer um poderia ter inventado, mas não é. Essa invenção trouxe mudanças fundamentais às ciências e à economia que, sem ela, provavelmente não ocorreriam. Desconhece-se, ironicamente, o inventor desse revolucionário conceito. Uma pena! A simbolização do vazio, do nada, do que é inexistente, como se fosse um valor concreto, possibilitou, sobretudo, a estruturação da matemática, sem a qual não teríamos construções, máquinas, ciências, tecnologia, comércio e praticamente nada. Como se vê, é nas coisas aparentemente ínfimas e triviais que a genialidade humana se manifesta de maneira mais aguda e eficiente.

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Ocidente neutraliza triângulo dos radicais


Pedro J. Bondaczuk


O rompimento de relações diplomáticas da Grã-Bretanha com a Síria, decidido ontem, como conseqüência de uma alegada participação do regime de Damasco no planejamento de um frustrado atentado a bomba contra um avião da empresa aérea israelense El Al, ocorrido em 17 de abril passado, no aeroporto londrino de Heathrow, era algo há algum tempo esperado. Talvez não em decorrência desse incidente, especificamente, por cuja responsabilidade um jornalista jordaniano (que foi o seu autor) foi condenado a 45 anos de prisão.

Mas o caso serviu bem aos propósitos britânicos, para manifestar sua posição de força contra os terroristas e os Estados que, segundo afirmam, os patrocinam. Após a ruptura com o governo de Damasco, os aliados dos Estados Unidos e de Israel fecharam o cerco contra os três Estados radicais, que formam uma espécie de triângulo com vértices em regiões diferentes da área: Líbia, no Norte da África; Síria, no Oriente Médio e Irã, no Golfo Pérsico.

Os primeiros a serem isolados foram, obviamente, os iranianos, ainda no calor dos acontecimentos da ocupação da embaixada norte-americana em Teerã, por parte de estudantes fundamentalistas xiitas, que mantiveram 53 reféns em seu poder por tormentosos 444 dias.

O pólo seguinte a ser neutralizado foi o regime do coronel líbio Muammar Khadafy, que começou a ser segregado ainda em 1984 (em abril daquele ano), quando um tiro, que teria partido do interior da sua embaixada, em Londres, ceifou a vida da policial inglesa Yvonne Fletcher, fato que levou o gabinete da primeira-ministra Margaret Thatcher a determinar o rompimento de relações diplomáticas com Trípoli.

Posteriormente, foi a vez dos Estados Unidos hostilizarem a Líbia. Primeiro, usando como pretexto o fato desse país considerar como sendo suas águas territoriais uma vasta extensão do Golfo de Sidra, que Washington, para criar um estado de conflito, passou a jurar que eram internacionais. Posteriormente, não se sabe surgidas de que maneira e baseadas em que comprovações, o governo de Khadafy passou a ser acusado pela Casa Branca pela onda de terrorismo que grassava na Europa no início do ano.

A gota que faltava para justificar uma !exemplar represália”, no entanto, foi a explosão ocorrida na boate “La Belle”, em Berlim Ocidental, que causou a morte de um soldado norte-americano, que prestava serviços em território germânico, e de sua acompanhante, verificada em 2 de abril passado.

Não as sabe por quais mágicas, o ato terrorista acabou relacionado à Líbia. E duas semanas depois, as cidades de Trípoli e Benghazi foram bombardeadas, sem esta ou mais aquela, ante os olhares passivos da comunidade internacional.

Para completar o triângulo, faltava, ainda, um vértice para ser isolado: a Síria. É o que a Grã-Bretanha acaba de fazer, rompendo com Damasco, aliás, de conformidade com o que já havia sido previamente decidido na reunião de cúpula dos líderes dos sete países mais industrializados do mundo, realizada em maio, em Tóquio, no Japão.

Após aquele encontro, os analistas tinham certeza que qualquer tipo de represália aos sírios era, apenas, questão de tempo e de oportunidade. Só não sabiam a que país caberia essa tarefa. Se aos Estados Unidos, cujo governo tem uma dívida com Hafez Assad, por ele ter interferido junto aos xiitas libaneses e conseguido a libertação dos reféns norte-americanos aprisionados em junho de 1985, quando do seqüestro do Boeing da TWA; se a Israel ou se a algum aliado europeu. Coube aos amigos de Washington na Europa (por sinal, ao mais leal deles) pôr em execução o que já havia sido há muito decidido.

Se mais esse rompimento vai resolver a questão do terrorismo, é coisa para se conferir mais para frente. Tudo indica que não. Ao contrário, a Síria, virtualmente, detém o controle de fato sobre o Líbano, onde atualmente se concentra a maioria dos grupos radicais.

Se Damasco é, de fato, um Estado que patrocina facções extremistas, o que se espera, assim que a poeira baixar, é uma grande profusão de atentados. Se não é, as possibilidades também são nesse sentido, já que há três países virtualmente eleitos para levar a culpa. Não é através desse tipo de estratégia, com certeza, que o problema será resolvido. É só conferir, mais para a frente, para constatar essa realidade.     

(Artigo publicado na página 9, Internacional, do Correio Popular, em 25 de outubro de 1986)


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A solidão que dói

Pedro J. Bondaczuk

O jornalista Mauro Santayana escreveu, em certa ocasião, em um de seus tantos (e lúcidos) artigos que a “educação para a vida deveria incluir aulas de solidão”. Não me recordo o título, a data e o jornal (ou revista) em que o texto que contém essa citação foi publicado e nem qual era sua contextualização. Só sei que o li, anotei, concordei com ele após refletir a respeito e peço licença para partilhar as reflexões que essa declaração me suscitou com vocês. Se tem uma coisa que raras pessoas sabem (se é que alguém saiba) esta é como conviver com a solidão. Eu, pelo menos, não sei. E faço o possível e o impossível para evitá-la, quando dá para fazer isso. Nem sempre dá.

Não me refiro àquela solidão ocasional, temporária, decidida por nós, aquela pausa que volta e meia reservamos para meditar, ler ou escrever. Essa sequer dói, pois sabemos que no momento que quisermos, poderemos romper esse isolamento, pela certeza de que em nossa casa estão pessoas que nos amam e nos completam. A dolorosa e angustiante, óbvio, não é esta. É a que às vezes somos forçados a suportar à nossa revelia. É a perda de uma pessoa querida, de cuja presença não poderemos mais privar, ou por algum tempo, ou por muito tempo ou para sempre, em virtude de viagem, de rompimento definitivo de um relacionamento ou, pior, da morte desse alguém que amamos. Essa solidão dói, e dói demais. E muitas vezes é dor incurável, mesmo que atenuada pelo tempo. É essa que precisamos aprender a administrar, de sorte que seja a menos dolorosa possível.

Admito que já escrevi muito a propósito e nunca consegui esgotar o tema. Desconfio que seja inesgotável. Abordei profusamente, e em diversas ocasiões, aquela solidão que sentimos, paradoxalmente, em presença de outras pessoas. Não é física, porém emocional. É caracterizada, principalmente, pela indiferença de quem amamos, mas que não nos entende e nem nós a entendemos. Essa, desconfio, é irremissível. Temos que suportar essa solidão, de preferência longe desse alguém – que amamos, que às vezes nos ama, mas  que está separada de nós por um abismo não raro intransponível.

A esse propósito, ou seja, sobre a necessidade do aprendizado para conviver com a solidão, lembro-me de uma composição muito antiga, de uns 60 anos ou mais, dos irmãos Marcos e Paulo Sérgio Valle, intitulada, justamente, de “Preciso aprender a ser só”. Essa canção foi sucesso na voz de vários cantores diferentes, a começar por Maysa Matarazzo, passando por Ellis Regina, por Tim Maia e vai por aí afora. Para quem não a conhece, ou não se lembra dela, recomendo que a busque no Youtube. Não vai se arrepender. O que me chamou a atenção, óbvio, não foi a melodia, belíssima, mas letra, que diz:

“Ah, se eu te pudesse fazer entender
Sem teu amor eu não posso viver
Que sem nós dois o que resta sou eu
Eu assim tão só
E eu preciso aprender a ser só
Poder dormir sem sentir teu calor
A ver que foi só um sonho e passou
Ah, o amor
Quando é demais ao findar leva a paz
Me entreguei sem pensar
Que a saudade existe e se vem
É tão triste, vê
Meus olhos choram a falta dos teus
Esses teus olhos que foram tão meus
Por Deus entenda que assim eu não vivo
Eu morro pensando no nosso amor
Por Deus entenda que assim eu não vivo
Eu morro pensando no nosso amor
Ah o amor
Quando é demais ao findar leva a paz
Me entreguei sem pensar
Que a saudade existe e se vem
É tão triste, vê
Meus olhos choram a falta dos teus
Esses teus olhos que foram tão meus
Por Deus entenda que assim eu não vivo
Eu morro pensando no nosso amor.”

A solidão, por sinal, inspirou e continua inspirando poetas, de todas as gerações e de todas as partes do mundo. Os versos de alguns poemas são belíssimos e chegamos a decorar muitos deles. Mas o sentimento que os inspira é que são elas. Fugimos da solidão caracterizada pela perda de um amor, que não considero nada bela. Fazemos o possível e o impossível para nos livrar da que é causada pela incompreensão e falta de sintonia. E rogamos aos céus que nos livrem da solidão irreparável, que é a da morte de quem amamos.

Partilho com vocês dois poemas, referentes ao tema, compostos por poetas de épocas, países e estilos distintos, para ilustrar estas reflexões, que mostram, todavia, posturas parecidas face essa questão. O primeiro é do austríaco Rainer Maria Rilke e diz:

A Solidão

“A solidão é como chuva.

Sobe do mar nas tardes em declínio;
das planícies perdidas na saudade
ele se eleva ao céu, que é seu domínio,
para cair do céu sobre a cidade.

Goteja na hora dúbia quando os becos
anseiam longamente pela aurora,
quando os amantes se abandonam tristes
com a desilusão que a carne chora;
quando os homens, seus ódios sufocando,
num mesmo leito vão deitar-se: é quando
a solidão como os rios vai passando...”

O segundo poema é de Guilherme de Almeida, o campineiro que, quando vivo, ostentou o título de “Príncipe dos Poetas brasileiros”, exposto nestes termos:

Solidão

“Busquei meu semelhante.
Andei a vida,
andei o mundo:
andei o tempo,
andei o espaço.
Treva. Treva. Treva.
Acendi minha lâmpada.
Véu que saiu do meu corpo,
ritmo que saiu do meu gesto:
um crepe em vôo
atirou-se no chão,
subiu pela parede,
debateu-se contra o teto.

Nem minha própria sombra
se parece comigo”.

Diante do exposto, estou mais convicto do que nunca da exatidão da constatação de Mauro Santayana, de que a “educação para a vida deveria incluir aulas de solidão”. Resta saber quem seria o professor adequado, o habilitado a ministrá-las. Todavia, como os irmãos Valle ressaltaram, eu também “preciso aprender a ser só”. E como!!! E logo!!!


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Saturday, August 30, 2014

Quanto mais intensa for alguma emoção, maiores serão as impossibilidades delas serem expressadas por palavras. Tudo o que dissermos ou escrevermos a respeito não passará de ridícula e distorcida caricatura desses sentimentos. Não se pode racionalizar o irracional. Emoção e razão são dois compartimentos distintos e estanques. Para se expressar um grande amor, de forma minimamente inteligível, só há uma maneira de dar certo: é amando. E, assim mesmo, é indispensável que haja reciprocidade por parte da pessoa alvo desse amor. Caso contrário... As descrições que se fizerem não passarão de palavras ao vento que até podem encantar os basbaques, mas que serão despidas de conteúdo. Mais uma vez, portanto, sou levado a concordar com Fernando Pessoa, quando escreve: “Quando puderes dizer o teu grande amor, deixa o teu grande amor de ser grande”. E deixa mesmo. Qualquer um pode comprovar a veracidade dessa óbvia constatação.

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Intransigência de Reagan


Pedro J. Bondaczuk


O presidente norte-americano, Ronald Reagan, mantém-se irredutível em sua tentativa de depor o regime sandinista da Nicarágua, posição que ele demonstrou, com uma clareza cristalina, um dia após serem divulgados os resultados oficiais das eleições nos EUA, indicando sua esmagadora vitória sobre o democrata Walter Mondale.

Em contraposição, Daniel Ortega, depois de ser consagrado nas urnas como o primeiro presidente nicaragüense eleito em muitos anos, ao menos publicamente vem assumindo uma posição conciliadora diante de Washington, dispondo-se a atender a praticamente todas as exigências que partem da Casa Branca.

Essa diferença de posturas evidenciou-se no correr desta semana. Enquanto Reagan, terminada a proibição de um ano (determinada pelo Congresso de seu país) de ajudar financeiramente os anti-sandinistas, procurou, com todo o empenho, demonstrar o perigo que representa um novo regime marxista nas proximidades dos EUA, o presidente sandinista fez diversas concessões, há tempos exigidas. Como, por exemplo, mandar de volta a Cuba cerca de cem assessores militares. Ou libertar, e entregar aos representantes do Grupo de Contadora, o jovem Urbina Lara, que em outubro havia pedido asilo político à Costa Rica e que foi retirado, à força, da embaixada costarriquenha em Manágua, fazendo com que este país (secundado por El Salvador e Honduras) abandonasse uma importante reunião do Grupo de Contadora, que deveria ser realizada, há dez dias, na Cidade do Panamá.

Reagan quer, de todas as maneiras, fazer com que o Congresso dos EUA aprove uma verba de US$ 14 milhões, para financiar a guerrilha anti-sandinista, com bases nos vizinhos da Nicarágua. Classificou o atual governo nicaragüense de "indecente" e afirmou ser necessário "removê-lo".

Posteriormente, comparou o regime sandinista de uma nova Líbia, um verdadeiro "armazém de terrorismo". Suas invectivas foram acompanhadas de duros pronunciamentos, também, do secretário de Estado, George Shultz, e do vice-presidente, George Bush. Foi um autêntico show de frases feitas.

O arremate final de toda essa pantomima foi dado anteontem à noite pelo presidente norte-americano, num jantar da Comissão de Ação Política Conservadora, em Washington, quando ele afirmou ser contrário ao envio de tropas à América Central, mas que os "contras" precisam ser sustentados e amparados, os comparando, até, com os que combateram pela liberdade e independência dos EUA nos primórdios dessa grande nação. è claro que propositadamente ele exagerou em suas colocações.

O que na verdade a Casa Branca deseja não é tanto derrubar o governo sandinista, como pode, em princípio, dar a impressão. A Nicarágua é apenas pretexto para Reagan demonstrar a sua força perante um Congresso rebelde, e que cada vez mostra mais tendências de não estar propenso a "desperdícios" de verbas com aventuras militares, que nada acrescentam.

Afinal, quem garante ao presidente que os rebeldes anti-sandinistas vão seguir uma política de docilidade em relação aos EUA, nos moldes de Honduras e da Costa Rica?! Quem pode afirmar com certeza que os guerrilheiros, assim que conquistarem o poder, não irão travar uma luta fratricida, para dividir os espólios, causando muito maior instabilidade na região do que atualmente?

Afinal, são diversos os grupos que combatem o regime de Ortega. É claro que os seus respectivos líderes, dos quais pelo menos quatro têm grande destaque, como Adolfo Callero Portocarrero, da Frente Democrática Nicaragüense; Stedman Fagoth, do Grupo Misurata, que congrega indígenas misquitos, ramas e sumos; Éden Pastora Gomez, o "Comandante Zero", que desertou das fileiras do sandinismo; além de Fernando "Negro" Chamorro e o seu grupo político, Alfonso Robello, querem, apenas, o poder para si.

Todos eles, certamente, estão lutando, não porque acreditem que a Nicarágua não deva ser um país marxista na América Central. Há muita ambição pessoal envolvida nisso, sem dúvida alguma. E ninguém garante, por exemplo, que após a vitória (se essa vier a acontecer eventualmente algum dia), qualquer um dos três chefes guerrilheiros preteridos para ocupar o governo não venha a recorrer aos préstimos cubanos, ou soviéticos, para impor as suas pretensões.

Ao invés de buscar, afanosamente, custear o terror, que Washington (mui justamente) abomina, não seria mais sensato e humano prestigiar as gestões do Grupo de Contadora e obter concessões dos sandinistas, pacificando, dessa maneira, esse atormentado país?

Afinal, desde o dia em que foi eleito e concedeu anistia aos guerrilheiros que depuserem as armas, Daniel Ortega demonstrou estar disposto a ceder, desde que lhe seja dada a oportunidade de governar a Nicarágua em paz.

(Artigo publicado na página 2, Opinião, do Correio Popular, em 3 de março de 1985).


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Puríssima fantasia

Pedro J. Bondaczuk

A pergunta que não quer calar, que é feita pelo homem desde que se conscientizou que a Terra não era o centro do universo, que existiam outros mundos, provavelmente mais do que os grãos de areia de todas as praias e desertos do nosso Planeta é: “Estamos sós no universo?”. A intuição – mas exclusivamente ela, sem que eu tenha (e ninguém tem) a mais remota comprovação – é sim. Da minha parte não se trata de convicção. Apenas “intuo” que haja essa possibilidade.

Mesmo que ela exista, a questão seguinte, que emergirá de imediato, será: essa hipotética vida seria, mesmo que remotamente, sequer parecida com o que conhecemos? Seria inteligente? Em caso positivo, constituiria uma civilização, mesmo que em estágio primitivo? Prosseguindo nessa corrente de suposições, teria tecnologia mais avançada do que a nossa a ponto de poder se aventurar a explorar outros mundos?

Sei que esse é um assunto sem nenhum sentido prático. Não vai resolver nenhum dos múltiplos problemas do nosso cotidiano ou que afetam a humanidade e que, tudo indica, ameaça nossa sobrevivência, sem que se faça nada para a nossa proteção não mais em longo prazo, mas no médio, se não no curto, se não mais ainda, no curtíssimo. Sou um tanto cético a esse propósito e não raro sou alvo de críticas dos que acreditam em Ovnis, ETs e quejandos, como se tivessem “provas” do que apregoam com tamanha ênfase que eu não disponho.

Como afirmei acima, acredito que, na vastidão do universo, haja, de fato, vida. Não tenho, todavia, nem mesmo remota intuição (e muito menos convicção) de que, caso exista, seja sequer minimamente inteligente. E supondo que tenha inteligência, que esta seja superior à nossa. E continuando nessa linha de suposição, que tenha tecnologia para empreender viagens espaciais. Por fim, no suprassumo da suposição, caso todas as respostas, a cada uma dessas questões, seja afirmativa, que esses hipotéticos (na verdade, fantasiosos) extraterrestres venham, algum dia, parar neste planetazinho azul de um sistema planetário de uma estrela de quinta grandeza, situada na “periferia” de uma galáxia que denominamos de Via Láctea.

Qual a razão do meu ceticismo? Todas possíveis. A principal refere-se às distâncias absurdamente imensas que separam nosso mundinho dos demais. Para se ter uma idéia, calcula-se que a estrela mais próxima do nosso sistema solar – que justamente por causa dessa proximidade foi batizada de Proxima Centauri – esteja longe de nós a 4,22 anos luz. Isso quer dizer que, para chegarmos até ela, viajando à velocidade da luz, que é de 300 mil quilômetros por segundo, levaríamos 4,22 anos para alcançá-la. Aos desavisados, parece factível. Claro que não é. Se compararmos essa distância com a velocidade máxima já alcançada por uma nave terrestre tripulada, o tempo necessário para chegar a Próxima Centauri seria de, aproximadamente, o número de anos que o ser humano existe. E estou me referindo, exatamente, à estrela mais perto de nós.

Para que essa noção de distância fique mais clara, transformemos os 4,22 anos luz em quilômetros. Teremos a fórmula 4 x 10 elevado à décima terceira potência. Ou seja 40.000.000.000.000 quilômetros. E estou me referindo, reitero, à estrela mais próxima do nosso Sistema Solar. Façam a comparação com a Lua que, em relação a essa estrela, fica logo ali. Nosso satélite natural fica a 384.400 quilômetros da Terra. Notaram a diferença? Ademais, a probabilidade de que Proxima Centauri, que é uma anã vermelha, tenha planetas ao redor é zero. Pode-se afirmar, com quase 100% de segurança, que não tem nenhum. E muito menos algum “habitável” pelo ser humano, com temperatura adequada para que haja água em estado líquido, além de atmosfera com a exata mistura de gases que a nossa Terra tem.

Se para se chegar à estrela mais próxima de nós, na velocidade máxima suportável pelo ser humano, seria necessária uma viagem com duração de milênios, imaginem chegar às mais distantes! Nem o homem poderá jamais atingi-las e nem hipotéticos seres inteligentes, com inteligência e tecnologia absurdamente desenvolvidas, poderão chegar até nós. Fantasiar a propósito, todos nós podemos (e até devemos, como saudável exercício de criatividade). Mas é absurdamente ridículo levar essas fantasias a sério. Portanto, que me perdoem os crédulos, muitos dos quais já deixaram de ser meus amigos por causa do meu ceticismo a respeito. Deixem dessa bobagem de naves interestelares que vocês dizem, convictos, que nos visitaram no passado e que nos visitam com freqüência, esqueça a tolice de extraterrestres e de abduções e contatos de primeiro, segundo e terceiro graus e se concentrem, exclusivamente, na tarefa, nada fácil, porém imediata, de tentar salvar nosso mundinho que está em perigo. Tudo isso que vocês classificam de “fatos” não passa de puríssima fantasia, prato cheio para escritores de ficção científica. É questão da mais cristalina e elementar das lógicas, ora bolas.

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Friday, August 29, 2014

Que a Filosofia é a “mãe” de todas as ciências, disso não há a menor dúvida. O próprio significado da palavra, “estudo da vida”, indica isso. Originou-se da curiosidade do homem primitivo, ávido em saber quem era, onde estava e para onde iria. Aliás, estas três questões, ainda hoje, em pleno Século XXI, não foram respondidas de forma cabal, de sorte a não gerarem a mínima dúvida. No princípio, a Filosofia era simples, acessível a todas as pessoas dos vários clãs e não tinha “donos”. Até que alguns espertalhões se apropriaram dela e complicaram tudo. Criaram uma série de mirabolantes teorias, que se conflitavam umas com as outras; incorporaram jargões inteligíveis apenas para uma minoria de “iniciados” e a “mãe de todas as ciências” deixou de ser popular. Todos somos, de certa forma, “filósofos”, mesmo que sequer saibamos ler, na medida em que buscamos, mediante nossa vivência e experiência pessoal, respostas para os inúmeros “por quês” da vida.


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