Friday, October 20, 2017

“TEMAM MENOS A MORTE E MAIS A VIDA INSUFICIENTE”

O que fazer com o pessimista contumaz? Descartar esse indivíduo, como se fosse um robô com defeito? Excluí-lo, liminarmente, da sociedade, não importa por qual meio? Isso só alimentaria, ainda mais, o pessimismo dos que o cercam e produziria novos pessimistas. Devemos, isso sim, tentar convencê-lo, orientá-lo e curá-lo, se for preciso (não raro, as pessoas sumamente pessimistas são vítimas de depressão). Há pessoas que temem, obsessivamente, a morte (a rigor, todos a tememos), mas não atentam para algo tão terrível (se não pior), que é a “insuficiência de vida”. Vivem de uma forma que é como se já estivessem mortas, embora andem, falem, comam, bebam, durmam etc. Omitem-se do mundo, refugiam-se numa indevassável concha de solidão e temem tudo e todos, sem usufruir, plenamente, dessa maravilhosa aventura que têm o privilégio de encarar por um tempo que sequer desconhecem. Fogem dos prazeres sadios, como se fossem pecaminosos. Parecem se comprazer no sofrimento, por acharem que devam, com isso, expiar algum pecado original. Abrem mão da alegria, da beleza, das satisfações e dos encantos, aterrorizadas diante do inevitável. Morrem aos poucos, dia a dia, sem que se apercebam. Com isso, jogam suas vidas, que poderiam ser exemplares, no lixo, como algo inútil. Bertholt Brecht recomenda, em um de seus poemas: “Temam menos a morte e mais a vida insuficiente”.


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País precisa de ideias


Pedro J. Bondaczuk


O País, em pouco mais de dez meses, terá um novo presidente, com a responsabilidade de queimar etapas e corrigir distorções, além de preencher as omissões de seus antecessores. O quadro sucessório ainda não está definido, embora algumas campanhas já estejam nas ruas desde o ano passado.

Como em tantas ocasiões anteriores, as atenções concentram-se em nomes (sempre as mesmas "figurinhas carimbadas") e não em programas, propostas, soluções, que é o que o Brasil precisa. Embora contando com uma quantidade enorme de eleitores analfabetos, e portanto despreparados para uma escolha desse porte, o brasileiro não tem mais o direito de errar ao atribuir seu voto.

Tudo leva a crer, todavia, que os candidatos vão lançar mão dos mesmos expedientes de eleições anteriores. Ou seja, criticar a ação (ou, no caso de Itamar Franco, inação) do governo, citar uma série de distorções e aberrações socioeconômicas --- o que não é nada difícil --- e fazer promessas mirabolantes, que qualquer um razoavelmente bem informado poderá perceber que são vazias e irrealizáveis, mas que correm o risco de mais uma vez empolgar os incautos, que infelizmente não faltam neste País despreparado.

O eleitor deve atentar, no entanto, para programas. Ao participar de comícios, não pode agir como parte da plateia num show popular, aplaudindo, como macacas de auditório que acompanham as claques, tudo o que os políticos disserem. Deve questionar, argüir, debater e interferir em tudo o quanto for dito.

Precisa ser o "examinador severo", que só aprova um candidato quando este mostra realmente conhecer a matéria. Basta de experiências no País! É hora de acabar com essa atitude de transformar o Brasil num "laboratório" e os brasileiros em meras cobaias.

Os postulantes à Presidência, por sua vez, têm a obrigação de contar com propostas viáveis, realistas, factíveis para resolver nossos problemas mais prementes. Candidaturas não são impostas, pelo contrário. Rios de dinheiro são gastos pelos que sonham em se eleger.

A presunção lógica, portanto, é que os candidatos saibam o que estão fazendo. Percebam o óbvio. Ou seja, que estão gerindo milhões de vidas, decidindo futuros, administrando destinos. Que se livrem de teorias delirantes e ideologias vazias e apostem, finalmente, no homem.

(Artigo publicado na página 2, Opinião, do Correio Popular, em 19 de fevereiro de 1994).



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Pés no chão

Pedro J. Bondaczuk

Os “pés”, com os quais deveríamos caminhar sobre a Terra e justificar plenamente nossa condição de seres racionais, únicos animais com capacidade de julgamento e entendimento dos nossos atos, são a fé e um profundo senso de valores. Bem ou mal, foram estas as características que permitiram o surgimento desse ainda pálido e caricato arremedo de civilização que, convenhamos, é muito melhor do que a absoluta barbárie.

Alguns dos valores mais conhecidos e ostentados pelas pessoas são mal-compreendidos e, por isso, efetivamente pouco exercitados. Exemplo? A solidariedade. Sermos solidários com alguém não significa, somente, entendermos seus fracassos e aflições e lhe manifestarmos nosso apoio formal. Isso pode, até, trazer-lhe algum conforto, mas não resolverá sua situação. Seremos, de fato, solidários apenas se fizermos algo prático, se lhe prestarmos o máximo de ajuda que nos for possível, para que esse indivíduo reverta seu insucesso ou se livre do que o aflige.

Outro valor amiúde citado, mas pouco entendido, é a justiça. Pensamos nela somente em termos de punição a alguém que infrinja alguma norma legal e/ou moral. Raramente, todavia, cogitamos em premiar, de alguma forma, os méritos e as ações positivas alheios. Quando agimos assim, óbvio, não estamos sendo justos (mesmo que estejamos convictos que sim).

Outros tantos valores, como liberdade, altruísmo, piedade, ética etc. são amiúde poluídos e distorcidos por discursos maravilhosos e por mera retórica sem conteúdo, deixando de gerar, por conseqüência, os efeitos benéficos que deles se espera. Praticarmos benemerência, por exemplo, acompanhada de farta divulgação do nosso ato, não caracteriza, propriamente, um ato altruístico, mas se constitui em mera propaganda pessoal.

Sentirmos dó de alguma pessoa, por sua fraqueza, ou por suas carências (materiais e/ou espirituais) ou, pior, por sua absoluta indigência, não somente não é o sublime valor da piedade, como descamba para a soberba, que humilha o destinatário dessa atitude e, claro, multiplica seus sofrimentos. Constitui-se em suprema crueldade! Muitos agem assim sem nem mesmo se darem conta e julgam-se virtuosos. Evidentemente, não são!

Não basta, no entanto, nos restringirmos a cultivar valores. Precisamos disseminá-los, popularizá-los, transformá-los em rotina na vida cotidiana não apenas da nossa família, mas de toda a sociedade. Quanto mais pessoas cultivarem-nos e, sobretudo, os praticarem, maior será a evolução social de uma comunidade, de um povo, de uma nação e, por extensão, do mundo.

Temos a obrigação de instruir as novas gerações nesse aspecto. Trata-se da única fórmula que irá garantir a evolução mental e espiritual da espécie e distanciá-la, mais e mais, da sua animalidade latente, aproximando-a, por conseqüência, da divindade.
É com esses “pés” que devemos caminhar sobre a Terra. Esta é a nossa principal missão. Ou seja, a de sermos, em termos de cultivo e de prática de valores, melhores do que as gerações que nos antecederam.

Concordo, pois, plenamente, com o que afirma o humanista Daisaku Ikeda, em seu livro “Vida, um enigma, uma jóia preciosa”: “As fundações da existência humana são a fé e o senso dos valores. Somente participando na construção desses alicerces é que uma vida pode enfrentar os julgamentos a que estão sujeitos os seres humanos e gozar de completa paz e tranqüilidade. Num sentido muito realístico, habitar a Terra significa "ter os pés no chão"“.

Convenhamos, com a cabeça voltada para as três maiores ilusões que existem, glória, poder e fortuna, a humanidade não os tem. Daí o mundo ser este “vale de lágrimas”, com tanto sofrimento, violência, cupidez, aberrações e dor.

Enquanto o homem não aprender a “habitar a Terra”, no sentido lato, não passará de animal, com ligeiro verniz de civilização que lhe é conferido por este instrumento poderoso e nobre (que ele pouco utiliza): a razão.

Caminhemos, portanto, com os “pés” corretos e adequados (os da fé e dos valores) por este miraculoso planeta. Pisemos, hoje e sempre, com confiança o solo de uma nova realidade, a que viermos a construir com nosso talento, habilidade e aquilo que nos faz “semelhantes” (posto que jamais iguais) a Deus: a plena racionalidade.




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Thursday, October 19, 2017

O PESSIMISTA NÃO É, COMO SE DIZ POR AÍ, UM “OTIMISTA BEM INFORMADO”

É muito controversa a questão do pessimismo. Ouço, amiúde, por aí, dizerem que o pessimista é o otimista bem informado. Discordo. É, isto sim, alguém bastante parcial no julgamento da vida e dos acontecimentos. Enxerga apenas um lado da questão, o negativo, sem atentar para o outro, o positivo, em muito maior quantidade. Além disso, sua visão parcial e amarga é influenciada pelos hormônios, em detrimento dos neurônios. O pessimismo, como diz o escritor francês Èmile-Auguste Chartier (que assinava seus textos com o pseudônimo de Alain), é humor. Já o otimismo, no seu entender, é vontade. Concordo. O otimista é como é porque quer ser assim. Deseja que as coisas boas lhe aconteçam e essas, de fato, acabam por ocorrer. Vislumbra os dois lados da vida e dos acontecimentos e opta pelo de maior quantidade, relevando o de menor. Todavia “age” para que as coisas aconteçam e não se limita a querer isso. Ademais, o pessimista é uma espécie de ave de mau agouro, que envenena a fé, a esperança e a alegria dos que o cercam.


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O que separa Damasco de Bagdá

Pedro J. Bondaczuk

O rei Hussein, da Jordânia, está em Damasco, tentando dar cumprimento a uma missão que, se não é impossível, pelo menos envolve imensas dificuldades. Ele pretende aproximar a Síria do Iraque, após oito anos de profundo antagonismo rntre esses dois países do mundo árabe. Ambos são governados por militares da Força Aérea, os dois são do Partido Baath e têm personalidades até certo ponto semelhantes.

É verdade que Hafez Assad tem se mostrado muito mais político do que Saddam Hussein, principalmente quando se trata de manter contato com o Ocidente. O presidente sírio, conforme assi9nalamos em comentários anteriores, neste espaço, tem, inclusive, desconcertado os dirigentes ocidentais vezes sem conta, ora mostrando perfil radical, ora agindo como moderado, advogando a causa dos reféns ocidentais no Líbano.

Já o general iraquiano tem demonstrado ser mais intempestivo, talvez por causa da situação muito especial que seu país tem vivido nos últimos sete anos, depois de ter entrado numa guerra em que suas chances de ganhar a cada dia mais se estreitam. É verdade que o Iraque dispõe de armas mais sofisticadas que o seu adversário e conta com amplo apoio europeu, especialmente da União Soviética e da França.

Todavia, os iranianos têm o que em qualquer tipo de confronto tende a ser decisivo: a determinação de vencer. Os persas contam com o fator humano a seu favor. Têm uma população que é praticamente o dobro da iraquiana. E despachos internacionais da semana passada revelaram que os aiatolás já estão pensamndo em treinar, a todo o vapor, um super exército, de 21 milhões de soldados, para tentar uma arrancada decisiva no campo de batalha.

Uma das grandes dificuldades para a aproximação entre Hafez Assad e Saddam Hussein é o apoio sírio à República Islâmica do Irã, fazendo com que se constitua em voz dissonante na comunidade árabe (embora Muammar Khadafy, não faz muito, o estivesse acompanhando de perto nessa posição política). Mas enganam-se os que acham que este seja o único obstáculo para a aproximação entre Damasco e Bagdá.

Por trás de tudo está a pretensão dos dois presidentes em deter a hegemonia militar da comunidade árabe. Ambos querem assumir o papel que um dia foi dos próprios iranianos, nos tempos em que O irã era uma monarquia, no reinado do xá Rhezza Pahlevi. E os dois pretendem ir, até mesmo, muito além. Aspiram ocupar o espaço atualmente ocupado pelo Egito no Oriente Médio. Por isso, tudo leva a crer que a missão do rei da Jordânia não passará de mera manifestação de boa intenção, a menos que ocorra alguma surpresa que fuja por completo à observação do mais atento dos analistas.

(Artigo publicado na editoria Internacional do Correio Popular em 2 de setembro de 1987).



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Leitura às avessas

Pedro J. Bondaczuk

O universo, com sua incomensurável vastidão – tão grande que a mente humana sequer consegue conceber tamanha grandeza – e esta poeirinha cósmica no espaço, que é nossa Terra, rigorosamente invisível na comparação com o gigantismo universal, mas que para nós, seus habitantes, se nos afigura imensa, além de tudo o que nos cerca, se constituem em um insondável mistério. Não me furto de sorrir diante da arrogância dos cientistas que acham que conhecem tudo isso, arriscam-se, até, a determinar, não somente seu tamanho, como forma e limite, além de “explicarem”, com ares de entendidos, seu complexo funcionamento. Não conhecem.

Formulam especulações, hipóteses e teorias, e logo dão a entender que são “leis”, rigorosas, exatas, inflexíveis e incontestáveis. Ainda assim, admiro sua capacidade de tentar explicar o que, minha intuição diz, é inexplicável. Tudo o que nos cerca, inclusive nós, somos um intrincado e nebuloso mistério. É impossível conhecer, posto que razoavelmente, tudo isso, com os escassos meios de observação com que contamos.

E por que carecemos de compreensão? Por infinitas razões. Uma delas é a exposta pelo poeta indiano Rabindranath Tagore, nestes inspirados versos: “Lemos o mundo às avessas e queixamo-nos de não o compreender”. E como é “lê-lo” de modo correto? Claro que não sei. Se soubesse, não seria este simples jornalista e projeto de escritor, mas seria o gênio dos gênios, o guru não apenas desta, mas de todas as gerações que vierem (se é que virão) a me suceder.

Uma das coisas que nós, únicos seres racionais e pensantes da natureza, pelo menos deste obscuro recanto do universo (creio na existência de trilhões, quiçá quatrilhões ou dez vezes isso em outras partes dessa absurda imensidão) ainda não aprendemos a valorizar o que possibilita nossa existência, nosso raciocínio, nossos sonhos, fé, esperanças, ações etc.: a vida. Vivemos fantasiando outras dimensões, que não esta, numa suposta condição imaterial. Provavelmente, isso não passa, mesmo, de fantasia. Claro que não garanto. Vá se saber!! E se isso consola as pessoas, tudo bem. Que acreditem. Mas que não coloquem essa crença como dogma, como algo comprovável.

Recorro, mais uma vez, a um célebre poema de Tagore para, de novo, concordar com ele, quando afirma: “A vida revela-se ao mundo como uma alegria. Há alegria no jogo eternamente variado dos seus matizes, na música das suas vozes, na dança dos seus movimentos”. Engraçado, muitos não entendem assim Não é dessa forma que a maioria das pessoas a encara. Ela é vista como sucessão de dores, sofrimentos e desgastes, como uma forma de expiação por suposto “pecado original” dos nossos primeiros ancestrais. Para os religiosos (e de inúmeras religiões) a vida é apenas necessária passagem para hipotética eternidade da “alma”. Quem, todavia, pode comprovar que isso tenha o mínimo fundo de verdade? Ninguém! Absolutamente ninguém!

Suponho que não encaramos a morte na sua real condição. Ao morrermos, não nos extinguimos, como estamos convictos, nos transformamos. Em seres imateriais? Talvez! Afinal, “na natureza nada se cria e nada se perde, tudo se transforma”. O cientista alemão Werner Von Braun, “pai” do projeto Apolo, que colocou os Estados Unidos na vanguarda na corrida espacial, sentenciou, com a objetividade do homem de ciências: “A natureza desconhece a extinção. Só conhece a transformação”. É possível que num tempo incontável (que pode ser de milênios ou, até mesmo, de dias), nossa espécie desapareça da Terra, e sem deixar o menor vestígio. Tudo indica que estamos caminhando para isso.

Tal evento, todavia, não alterará em nada o curso do universo. Nosso planeta um dia deixará de existir, engolido pelo sol, quando este iniciar seu processo de expansão antes de explodir. Essa estrelinha de quinta grandeza, que nos dá vida e sustentação, também um dia haverá de esgotar todo o seu combustível e desaparecer. Ainda assim, o universo, caracterizado por contínua construção (de galáxias, estrelas e planetas) e destruição seguirá seu curso, sempre se transformando. Isso não é fantasia que dependa de quem a engendre.

Uma das melhores observações que já li a esse propósito foi feita por um economista e não um cientista (físico, astrônomo ou de outra disciplina qualquer), Geraldo de Camargo Vidigal. Ele escreveu, na introdução do seu livro “Teoria Geral do Direito Econômico”: “Participamos de um universo em permanente devir. Os movimentos internos de nossas células, os impulsos pelos quais nos comandamos, os registros que acumulamos em nossas memórias, o processamento, em nossa inteligência e em nossa imaginação, dos dados que dia a dia vamos registrando – são fluxos de devir nunca interrompidos, aos quais correspondem, no mundo exterior, o incessante movimento de átomos e o implacável desenvolvimento de energias que vão, a cada instante, alterando o caleidoscópio de um universo apreendido sob categorias de tempo em permanente marcha, de espaço em constante reorganização. No plano biológico, o não-devir corresponderia à inexistência de vida. No plano físico, à ausência de som, de luz, de gravidade ou magnetismo, de qualquer ondulação ou impulso, de quaisquer forças, energias ou movimento”. E não está certo? Pelo menos, “se non é vero é ben trovato”.

Valorizemos a vida, que é experiência única e sem reprise. Se lhe dá consolo, não há mal nenhum em acreditar em outra existência, incorpórea, espiritual e, sobretudo, eterna. Só não se pode abrir mão desta, terrena, frágil e efêmera, mesmo acreditando em uma futura, de gozo e de perfeição. Érico Veríssimo escreveu, em seu romance “Olhai os lírios do campo”, um de seus livros, no meu entender, mais reflexivos e profundos, na página 255, parágrafo 5 do capítulo 21: “Pensemos apenas nisto: não fomos consultados para vir para este mundo e não seremos consultados quando tivermos de partir. Isto dá bem a medida da nossa importância material na Terra. Mas deve ser um elemento de consolo e não de desespero”. Porquanto, como Henrik Ibsen escreveu em uma de suas peças, colocando a afirmação na boca de um dos personagens: “Viver é combater contra os seres fantásticos que nascem nas câmaras secretas de nosso coração e de nosso cérebro”. Combatamo-los, pois, e sem tréguas.

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Wednesday, October 18, 2017

LITERATURA É A LIVRE TRANSMISSÃO DE CONHECIMENTO NUM “PRESENTE PERPÉTUO”

O escritor, como todas as demais pessoas, não conta (pelo menos não sempre) com certezas, virtudes e verdades. Tem, também, como todo o mundo, dúvidas mil, incontáveis vícios, contradições e defeitos. E para que seu texto seja pelo menos verossímil, tem, isso sim, obrigação (consigo próprio) de expressar, mas da forma que melhor lhe aprouver, tudo isso. O escritor britânico Ian McEwan, ganhador do “Book Prize” de 1998, deu o seguinte depoimento a propósito, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, publicada em 12 de dezembro daquele ano: “Ninguém duvida que as palavras são símbolos, mas o entendimento transmitido por elas tem a própria imediatice da percepção; porque a linguagem é um modo de transmitir o pensamento de uma mente a outra. Conhecimento adiado, é conhecimento perdido, porque a verdade existe num presente perpétuo”. Para mim, portanto, Literatura é a livre transmissão de conhecimentos num “presente perpétuo”. Tanto os próprios, ou seja, de quem a pratica, quanto os adquiridos mediante leitura, conversas, observações etc. Este, no meu entender, é seu principal e provavelmente único objetivo. Tudo o mais que se disser a respeito é mera “conversa para boi dormir”.


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Ingovernabilidade explícita



Pedro J. Bondaczuk



Os últimos episódios registrados no Congresso, referentes à apreciação e votação das medidas provisórias que integram o plano de estabilização econômica do ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, e, especialmente, o impasse depois superado, na revisão constitucional, em torno do Fundo Social de Emergência, desnudaram, por completo, para aqueles que ainda pudessem ter alguma dúvida, a ineficácia do atual sistema político brasileiro.

É nessa distorção, inclusive, que reside o ponto central da crise que há tanto tempo abala o País e freia o seu desenvolvimento. Falta consistência aos partidos, os homens públicos carecem de um sentido acerca do real significado da representatividade e o eleitorado permanece despolitizado, sendo levado ao sabor das marés e de arroubos demagógicos.

Note-se que para acentuar a inadequação do sistema, sequer se mencionou a corrupção, esse cancro que corrói as entranhas do poder, não apenas no Brasil, mas, em medidas variáveis, em virtualmente todos os países do mundo.

É inconcebível, por exemplo, a existência de 37 agremiações partidárias, a maioria meras siglas, sem ideologia ou programa, 18 das quais com representação no Parlamento. Quem é governo atualmente? Quem está contra? Tais definições nunca ficaram claras, pelo menos depois da penosa redemocratização, nos três últimos governos.

Os partidos agem como franco-atiradores, apoiando ou rejeitando propostas, ao sabor de seus interesses ou de grupos a que representam (quando não lhes conferem vantagens muitas vezes ilícitas). E a governabilidade, como fica?

José Sarney não contou com ela, embora o PMDB fosse majoritário no Congresso. Daí a cínica distorção da máxima de São Francisco de Assis, do “é dando que se recebe”. Fernando Collor foi escolhido passionalmente, e seu PRN não passou de uma sigla de ocasião, esvaziando-se tão logo foi aprovado seu impeachment.

Itamar Franco assumiu como aqueles goleiros, no futebol, que estão na reserva e entram no momento mais crítico de uma partida decisiva, substituindo o titular, quando o seu time sofre o maior assédio, ou seja, na “fogueira”.

O problema do Brasil, portanto, não é de nomes. É de absoluta inadequação de seu sistema político, que torna o País virtualmente ingovernável.

(Artigo publicado na página 2, Opinião, do Correio Popular, em 10 de fevereiro de 1994).



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Inserção na realidade

Pedro J. Bondaczuk

Os que apregoam que são ferrenhamente “realistas” (e há uma infinidade de pessoas que faz isso) na maioria das vezes sequer sabem definir o que seja “realidade” e muito menos fazer distinção entre esta e meros sonhos e idealizações. Ou, o que é mais comum, não distinguem o verdadeiro, o concreto, o palpável de meras “interpretações”, sujeitas, portanto, a equívocos.

Esse pretenso realismo não passa, geralmente, de mera máscara para disfarçar o pessimismo com que esses indivíduos encaram a vida. E o pessimista, mesmo que não se dê conta, é um doente. Enquadra tudo (e todos) num prisma sempre negativo. Sofre sem necessidade e parece se comprazer com o sofrimento. Há muita gente assim, que sente prazer em sofrer, embora o negue da maneira mais enfática possível. Vá entender essas pessoas!

O que é o real? O nascimento? A morte? As pessoas e as coisas que nos cercam? Você tem certeza, mas certeza mesmo, de que tudo isso é real e não mero sonho, delirante fantasia, verossímil elucubração da mente de um poeta? Ou de um louco? Às vezes, tenho essa impressão. Ademais, não tenho certeza de nada. Nem mesmo a de estar vivo.
T. S. Eliot, em um de seus versos mais notáveis, constatou, com elegância e precisão, que “o gênero humano não suporta a realidade”. E não suporta mesmo! Daí viver criando fantasias de todos os tipos, quer para os outros, quer e, principalmente, para si próprio.

Somos o que mentalizamos. Se nos virmos como fracos, como tíbios, como doentios, nos transformaremos nesse estereótipo que criarmos. Mas o contrário também é verdade. O que cada um de nós tem que fazer é se impor. É provar, se preciso, que o mundo inteiro está errado sobre a imagem que faz de nós. É não nos deixarmos abater diante de opiniões e atitudes alheias. É inserir a nossa vontade no âmago da realidade.

Mas essa demonstração de força não se pode fazer apenas com palavras. Exige ação, muita ação, mesmo que o corpo teime em pedir repouso (o que, invariavelmente, faz). Requer energia, física, mental e, sobretudo espiritual, tirada não se sabe de onde.

Henri Bergson escreveu, em um de seus ensaios, que “cada um dos nossos atos visa uma certa inserção da nossa vontade na realidade”. Raramente conseguimos isso. Fracassamos nessa tentativa por “n” razões. Às vezes, por exemplo, esse fracasso ocorre porque a realidade se apresenta com obstáculos muito além das nossas forças para superá-los. Outras tantas, porque não somos voluntariosos o suficiente para mudar o que pode ser mudado e nos deixamos, docilmente, abater pelas circunstâncias.

Por exemplo, seria o homem capaz de compreender a relação profundíssima que tem com a Terra e mudar, em curto espaço de tempo, seu comportamento infeliz, destrutivo e absurdo, evitando (se ainda for evitável) uma catástrofe de conseqüências imprevisíveis? Em teoria, sim. Mas essa compreensão, e a conseqüente ação, dependem de força de vontade.

Para que essa mudança seja possível, é necessário, acima de tudo, educar os jovens, incutindo neles a mentalidade preservacionista. Mas não como modismo, ou bandeira "ideológica", mas como ação concreta e eficaz. Um processo como esse, porém, não se faz da noite para o dia. Demanda tempo, muito tempo. Pode durar gerações e estar sujeito a avanços e recuos. É algo demorado e que já deveria estar em andamento. Não está. A dúvida é: haverá tempo para essa conscientização? Tudo indica que não! O efeito estufa está aí para nos servir de alerta.

Ainda é possível reverter os sintomas de desgaste, de envelhecimento de "Gaia", que podem evoluir rapidamente para uma "doença" de caráter irreversível, que a leve em pouco tempo ao colapso e à morte? Sim! O ser humano pode qualquer coisa, desde que tenha vontade. Tê-la, no entanto, e da forma e no momento adequados, é que são elas.

Não seria possível produzir mais, sem poluir? Não há uma maneira racional de se explorar o que a natureza nos legou sem destruir? Claro que há! Os recursos terrestres não são como a mitológica "cornucópia da abundância", ou seja, inesgotáveis. Mas são raros os que atentam para essa realidade. E se nem ao menos lhe prestamos atenção, como poderemos inserir nossa vontade nela (se a tivermos, logicamente)? Não poderemos.

O que é realidade para mim, pode não o ser para bilhões de pessoas ao redor do mundo. Elas não vivem a mesma circunstância que vivo e sequer tomam ciência do que para mim é tão importante (e, às vezes, decisivo). A não ser que ocorra uma catástrofe planetária, como o choque de um cometa ou de um asteróide com a Terra (o que não é nada descartável), minha “realidade” é limitada ao espaço em que estou.

Não proponho, claro, que optemos por nos alienar e esconder a cabeça na areia, deixando o corpo de fora, achando que assim estaremos nos livrando dos perigos. Esta seria a pior das “soluções”. Afinal, a depredação do Planeta é, em grande parte, devida à nossa alienação. Sugiro, isto sim, vislumbrar a realidade em sua inteireza e integralidade. Ou seja,: no direito e no avesso. E inserir, nela, a nossa vontade. Caso ela nos seja penosa e ameaçadora, mudá-la. E se for benéfica e prazerosa, conservá-la e, se possível, perpetuá-la. Isto é o óbvio, porém...


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Tuesday, October 17, 2017

DEFENDO UMA LITERATURA ABSOLUTAMENTE LIVRE

Há os que admitem que a literatura “pode” ter grande utilidade prática, mas condicionam-na ao engajamento dos escritores em alguma causa nobre e moralmente defensável. Ou seja, querem que o talento da escrita seja, sobretudo, didático, quando não uma espécie de instrumento de propaganda, para transmitir e consolidar valores. Estes apenas consideram a atividade literária válida se defender, por exemplo, direitos espezinhados por tiranos. Ou se denunciar opressões e opressores. Ou se difundir valores fundamentais, como solidariedade, justiça, fraternidade e verdade e tantos e tantos outros. Confundem-na, portanto, com jornalismo ou algo que o valha. Não nego que o escritor possa, até, se prestar a tudo isso. Mas jamais por obrigação! Aliás, sou visceralmente avesso a qualquer tipo de imposição, seja de quem for e do que for. Isso tudo não pode e nem deve ser colocado, portanto, como objetivo “sine qua non” da Literatura. Não o é! Defendo uma arte absolutamente livre, quer de regras e normas (mesmo as lingüísticas), quer de objetivos. Entendo que esta deva ser manifestação rigorosamente espontânea, uma forma de comunicação direta de uma determinada mente com outras tantas, não importa quantas.


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Livros que recomendo:
Poestiagem – Poesia e metafísica em Wilbett Oliveira” (Fortuna crítica) – Organizado por Abrahão Costa Andrade, com ensaios de Ester Abreu Vieira de Oliveira, Geyme Lechmer Manes, Joel Cardoso, Joelson Souza, Levinélia Barbosa, Karina de Rezende T. Fleury, Pedro J. Bondaczuk e Rodrigo da Costa Araújo – Contato: opcaoeditora@gmail.com
Balbúrdia Literária” – José Paulo Lanyi – Contato: jplanyi@gmail.com
A Passagem dos Cometas” – Edir Araújo – Contato: edir-araujo@hotmail.com
Boneca de pano” - Edir Araújo – Contato: edir-araujo@hotmail.com
Águas de presságio” – Sarah de Oliveira Passarella – Contato: contato@hortograph.com.br
Um dia como outro qualquer” – Fernando Yanmar Narciso.
A sétima caverna” – Harry Wiese – Contato: wiese@ibnet.com.br
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