Wednesday, August 22, 2018

Reflexão do dia


QUANDO OS HORMÔNIOS TENDEM A OFUSCAR OS 

NEURÔNIOS.

Raymond Radiguet morreu em decorrência de febre tifoide, que contraiu durante uma viagem ao exterior que fez na companhia de Jean Cocteau. Seu segundo (e último) romance, “Le bal Du Comte d’Orgel”), foi publicado postumamente, um ano após sua morte (e que também foi levado às telas de cinema, com relativo sucesso). O jovem escritor, o “Monsieur Bebê”, deixou, ainda, alguns poemas e uma peça teatral, que não tiveram o mesmo êxito de seus dois romances. Concentrei-me na figura de Raymond Radiguet, aparentemente fugindo do tema das reflexões de hoje, meio que de propósito. Essa aparente mudança de assunto teve triplo objetivo: Trazer à baila um bom escritor, um talento precoce que está um tanto esquecido; ressaltar sua falta de maturidade que, no entanto, não ofuscou sua genialidade e justificar, dessa forma, o fato dele priorizar o “coração”, ou seja, os sentimentos, em detrimento da razão. Afinal, na sua idade... os hormônios tendem a ofuscar os neurônios.


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PESCA EM ÁGUAS TURVAS

Prosseguindo em minha tentativa de “pesca em águas turvas”, tenho uma nova proposta a fazer às editoras. Diz-se que a internet dá visibilidade a escritores e facilita negócios. É isso o que venho tentando, há algum tempo, conferir. Tenho mais um livro, absolutamente inédito, a oferecer. Seu título é: “Dimensões infinitas”, que reúne 30 ensaios sobre temas dos mais variados e instigantes. Abordo, em linguagem acessível a todos, num estilo coloquial, assuntos tais como as dimensões do universo (tanto do macro quanto do microcosmo), o fenômeno da genialidade, a fragilidade dos atuais aparatos de justiça, o mito da caverna de Platão, a secular busca pelo lendário Eldorado, o surgimento das religiões, as tentativas de previsão do futuro e as indagações dos filósofos de todos os tempos sobre nossa origem, finalidade e destino, entre outros temas. É um livro não somente para ser lido, mas, sobretudo, para ser refletido. Meu desafio continua sendo o mesmo de quando iniciei esta tentativa de “pesca em águas turvas”. Ou seja, é o de motivar alguma editora a publicá-lo, sem que eu precise ir até ela e nem tenha que contar com algum padrinho, mas apenas pela internet, e sem que eu precise bancar a edição (já que não tenho recursos para tal). Insistirei nesta tentativa todos os dias, sem limite de tempo. Para fecharmos negócio, basta que a eventual editora interessada (e espero que alguma se interesse, pois o produto é de qualidade) entre em contato comigo no inbox do Facebook ou pelo e-mail pedrojbk@gmail.com. Quem se habilita?


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CITAÇÃO DO DIA:


O que é inspiração

...Aquilo a que se dá o nome de inspiração e que leva ao ato de escrever é a conjunção de dois elementos: o inconsciente (de onde vem o ímpeto, o clarão que conduz a emoção via palavra), e o consciente, responsável pelo artesanato da forma ou arcabouço visível e audível daquele insight. São sínteses, espécies de visões-relâmpagos, algo que não passou pelo processo demorado da busca: partiu de uma espécie de curto-circuito interno e foi em direção ao corpo-linguagem, configurando-se num certo complexo rítmico feito de imagens sonoras e visuais. 

(Maria da Paz R. Dantas, ensaio “Bandeira e a isca do lugar comum”, publicado em 23 de agosto de 2006 no Jornal de Poesia).


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