Saturday, July 25, 2009

Soneto à doce amada - XXXIII


Pedro J. Bondaczuk

Aos poucos meu sonho de amor mais caro,
minha mais doce e sublime quimera,
meu sentimento, tão terno e tão raro,
mistura-se, assim, nas brumas de outra era.

Um dia triste, cabisbaixo e só,
enfim vencido no embate da vida,
sentindo na garganta rude nó
do pranto contido na alma ferida,

hei de lembrar-me dos doces momentos
em que frases de flor, ricas, sonoras
e coloridas de raro matiz

fugiam de meus lábios nessas horas.
A ti hei de volver meus pensamentos,
pedindo a Deus que sejas feliz!

(Soneto composto em Campinas, em 27 de outubro de 1967).

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