Monday, January 14, 2008

REFLEXÃO DO DIA


Os que apregoam que são “realistas” na maioria das vezes sequer sabem definir o que seja realidade e muito menos fazer distinção entre esta e sonhos e idealizações. Trata-se de mera máscara para disfarçar o pessimismo com que encaram a vida. E o pessimista, mesmo que não se dê conta, é um doente. Encara tudo e todos sob um prisma negativo, sofre sem necessidade e parece se comprazer com o sofrimento. O que é o real? O nascimento? Alguém é capaz de determinar por que, entre tantos espermatozóides potencialmente geradores de vida, justamente o que lhe originou foi o que fecundou um óvulo específico? “Ah, a realidade está na morte”, dirão alguns. Por que, então, algumas pessoas morrem, às vezes sem completar um reles dia de vida, e outras, com doenças incuráveis, chegam a sobreviver por cem anos? Prefiro, pois, o critério de realidade de João Guimarães Rosa: “O real não está na saída e nem na chegada, está na travessia”.

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