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Jorge Luís Borges indaga, com pertinência, num dos seus magníficos textos: “Que é o nosso passado, senão uma série de sonhos? Que diferença pode haver entre recordar sonhos e recordar o passado?”. Sim, que diferença existe? Em termos práticos, nenhuma! Fernando Pessoa, por seu turno, em sua “Ode de Ricardo Reis – I”, nos dá a “fórmula de grandeza”: “Para ser grande, sê inteiro: nada/teu exagera ou exclui./Sê todo em cada coisa./Põe quanto és/no mínimo que fazes./Assim em cada lago a lua toda/brilha, porque alta vive”. Integridade! Este é o segredo dos vencedores! Claro que, sendo íntegros, não temos nunca a certeza da vitória! Nunca se tem! Mas, “nos escondendo” no passado, ou nos limitando a “sonhar” com o futuro, podemos estar certos de uma coisa: o fracasso será fatal! E isso, certamente, é o que não queremos.
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