Saturday, January 01, 2011




Soneto à doce amada-CII

Pedro J. Bondaczuk

Quanto mistério escondido
em seus olhos doce amor!
Quanto sonho revivido,
quanta ilusão, quanta dor!

Quanta dúvida deixada,
quanto insondável segredo,
quanta traição velada,
quanto eles me enchem de medo!

Quanta treva, quanta luz
há neste olhar de criança,
há nestes olhos risonhos,

dois guardiões dos meus sonhos,
dois braços da minha cruz!
E verdes, como a esperança...

Soneto composto em São Caetano do Sul, em 8 de dezembro de 1963.

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