Saturday, January 20, 2007

Soneto à doce amada - I


Pedro J. Bondaczuk

Minha doce amada, ao vê-la serena,
com um sorriso purificador,
empresto à vida muito mais valor
e até concluo que ela vale a pena.

Mas quando a vejo triste e acabrunhada;
quando sombras envolvem o seu rosto
e a sinto vaga, imersa em desgosto;
e em prantos, infeliz e amargurada;

e se a vejo, porventura, sofrer
fracassos ou eventual privação,
sinto abalada a minha convicção

e revolto-me com minha fraqueza.
Um dia os sonhos hão de renascer:
com você vai sorrir a natureza!

Campinas, 21 de fevereiro de 1969

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