
Se as promessas mútuas que os amantes fazem, no delírio da paixão, quando a sós, numa noite de luar, fossem todas cumpridas, seu amor nunca chegaria ao fim. Ambos viveriam para sempre no Paraíso. Não vivem! Freqüentemente, o amor que juravam que seria eterno chega ao fim. Não que aquilo que prometeram fosse falso. No momento em que foram feitas, as promessas eram sinceras. Ocorre que o tempo passa e nem todos têm a cautela de cuidar dos sentimentos. O amor é caprichoso e exige cultivo permanente, para que não definhe, murche e morra. Os que se descuidam desse trato, não raro, passam a detestar a pessoa que antes amavam. Jorge Linhaça conclui com estes versos, repletos de verdade, seu poema “A lua dos amantes”: “Tantas promessas trocadas/a nada tu te opunhas,/não nos importava nada.//A lua foi testemunha.../Hoje a saudade, mais nada”. E como é triste o fim de um grande amor que se acaba por falta de cuidado!!
Algumas promessas são descumpridas, não pela falta de comprometimento. Às vezes, nem pela falta do amor, mas sim porque mudamos com o tempo, que já somos outros, fazendo novas promessas, novos planos. É aquela história... quem fica casado a vida toda, não é aquele casal que se conheceu, se apaixonou e jurou amor eterno. Quem permanece casado é aquele casal que se renovou com o tempo, escolheu o amor, ao invés da paixão, e acabou se apaixonando pelo outro que existe, hoje, ao seu lado.
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